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Domingo, 18 Nov 2018
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SOCIEDADE
CIMEIRA IBÉRICA NÃO PODE SER ALMOÇO DE AMIGOS
Rádio Cova da Beira
A Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET), que reuniu esta semana no Fundão, reclama decisões concretas na Cimeira Ibérica que vai acontecer ainda este mês, em Valladolid, e que não pode continuar a ser um almoço de amigos.
Por Paula Brito em 07 de Nov de 2018
 

 “Uma Cimeira não pode voltar a ser uma reunião de amigos para almoçar, que é o que, infelizmente, tem sido nos últimos anos, uma Cimeira tem que ser uma reunião executiva para resolver problemas (…) Quando falamos com Portugal dizem que não vão investir porque Espanha não avança, quando falamos com Espanha dizem que não vão investir porque Portugal não avança. Chega! A fronteira não é uma bola de ping pong.”

Xoán Mao, secretário-geral da RIET, falava no final da Assembleia geral da rede que reúne 32 organizações da zona de fronteira e que reuniu ontem no Fundão.

Do encontro saiu a proposta que vai chegar à Cimeira Ibérica no sentido de ser criado um grupo de trabalho para reunir com a RIET e trabalhar em conjunto na resolução dos problemas das zonas de fronteira, “num programa de investimentos e de acções concretas para resolver problemas da fixação da população, de investimentos em redes ferroviárias e também rodoviárias.”

Outra das propostas avançadas por José Maria Costa, presidente da RIET, é a criação de uma entidade coordenadora transfronteiriça que torne mais eficaz e mais rápida a resposta em caso de incêndios ou outro tipo de catástrofe, “porque aquilo que nós verificamos é que sempre que há uma emergência, de um ou do outro lado da fronteira, há pelo menos cinco patamares de decisões administrativas antes da decisão final.”

O secretário-geral da rede lamentou a ausência do governo na reunião da RIET que decorreu no Fundão. Um profundo desagrado que personalizou no ministro Pedro Siza Viera, que declinou o convite na véspera da assembleia geral.

 Xoán Mao acrescenta que a diplomacia entre Portugal e Espanha não pode ficar reduzida à troca de medalhas.

“O relacionamento entre Portugal e Espanha não pode ser uma troca de medalhas entre os dirigentes, que é o que está a ser ultimamente: o governo espanhol dá medalhinhas ao governo português, o governo português ao governo espanhol, o presidente da república ao rei, o rei ao presidente da república… A troca tem que ser de economia e de serviços, não de medalhas.”


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