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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
"FALHANÇO TOTAL DA GOVERNAÇÃO DEMOCRÁTICA"
Rádio Cova da Beira
Na última edição do programa RCB "Flagrante Directo", (aos sábados entre as 11:00h e as 13:00h com reposição aos domingos entre as 20:00h e as 22:00h), mais um painel de comentadores olhou para alguns dos acontecimentos que marcaram o passado mês de Outubro. As investigações anunciadas a vários responsáveis do distrito também mereceram análise.
Por Paulo Pinheiro em 07 de Nov de 2018

As investigações que pendem sobre o presidente da câmara municipal de Castelo Branco, Luís Correia, e o ex-autarca albiscatrense Joaquim Morão. O processo aberto ao vice-presidente da câmara municipal de Penamacor e outras queixas apresentadas ao Ministério Público de decisões da autarquia, entre outros, e a mais recente notícia de que o ex-presidente da câmara municipal do Fundão, Manuel Frexes, está também a ser investigado, com vários ex-vereadores da autarquia a serem ouvidos, «demonstram o total falhanço da governação democrática onde existe uma sensação de impunidade devido à ausência de controlo”.

 

Foi uma das ideias expressas no programa “Flagrante Directo” do passado fim-de-semana pelos três convidados que integraram o painel RCB de análise a alguns dos acontecimentos que marcaram o passado mês de Outubro na região.

 

O advogado covilhanense João Bernardo admite que nenhuma das situações era esperada e lamenta que sejam as entidades públicas as primeiras a não respeitarem a lei

 

“Lamento que as únicas entidades que se estão a marimbar para aquilo que está na lei são as instituições públicas. Isto é a perversão de tudo o que deveria ser normal. Quando se constatam estas situações e existem estas suspeitas tem que existir surpresa em relação a todas porque nenhuma seria de esperar que acontecessem. Agora, surpresa… obviamente que sim por um lado, mas não me surpreende muito porque a prática é essa”.

 

Pedro Salvado confessa não ter fica surpreendido com estas notícias. Para o causídico fundanense o sistema em vigor assenta “no faz de conta” e lembra que a primeira intervenção política que efectuou no Fundão foi num processo do Cine Teatro Gardunha, que envolveu a mesma empresa que está na investigação ao ex-presidente da autarquia fundanense

 

“A primeira intervenção política pública que fiz no Fundão foi com esta empresa que tinha aqui uma questão com o cinema Gardunha. Mas o grave é que todos estes casos formalmente não tem nada por onde pegar porque tudo está correcto. Se é verdade que formalmente está tudo certo, a verdade é que é tudo um faz de conta. Acho que, pelo menos o do ex-presidente da CMF, não vai dar em nada porque, volto a dizer, formalmente está tudo correcto. Duvido que encontrem circulação de dinheiro de um lado para o outro”, afirma.

 

Para Rui Lino, assistente social, todos os casos causam surpresa. São expectativas defraudadas perante pessoas em que os munícipes confiaram

 

“Sinceramente, são processos que me causam alguma surpresa na perspectiva de partirmos do princípio, e temos expectativas, que temos que confiar em quem nos representa. Estas pessoas, mal ou bem, representaram-nos. Quando vamos a um serviço de saúde temos que confiar, o mesmo acontece com a justiça. Quando elegemos uma pessoa confiamos e depois sentimos as nossas expectativas defraudadas”.    

 

Os convidados do painel RCB expressam, por unanimidade, a ideia de que estes e outros casos semelhantes levam ao aparecimento de movimentos extremistas e de populismos. É preciso estar atento, referem. 

 


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