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A plataforma pela abolição das portagens na A 23 e na A 25 vai promover uma manifestação junto ao edifício do antigo governo civil em Castelo Branco, onde vai ser instalada a secretaria de estado para a valorização do interior, com o intuito de exigir a reposição do anterior modelo sem custos para o utilizador.
Por Nuno Miguel em 07 de Nov de 2018
De acordo com Luís Veiga, porta voz do movimento empresarial pela subsistência do interior” a região ficou a saber que tem mais um militante por esta causa, depois de João Paulo Catarino ter afirmado que gostaria de ver abolidas as portagens nas zonas do interior mais frágeis economicamente na próxima legislatura “ficámos a saber que temos mais um militante pelo interior e em que ele descobriu que afinal há zonas mais frágeis económica e socialmente. E é nessas zonas que devem ser abolidas as portagens. A questão que se coloca é quais são essas zonas mais frágeis e se o secretário de estado já as descobriu. Para já temos previsto uma manifestação no antigo edifício do governo civil, em Castelo Branco, onde vai ser instalada a secretaria de estado, e vamos então ver qual é a receptividade dele”.     
Na conferência sobre o desenvolvimento do interior, que decorreu ontem no Fundão, no edifício da Moagem, Luís Veiga defendeu ainda que os agentes da região devem saber mobilizar-se em torno de uma criação de uma agência de desenvolvimento regional por forma a conseguir dar uma resposta de proximidade aos principais problemas que preocupam a região “penso que temos que trilhar esse caminho. Temos que unir esforços e eu deixo aqui mais uma vez esse desafio a todos os actores regionais nesse sentido. Temos de criar essa agência de desenvolvimento regional porque o governo não pensa por nós, não tem um alinhamento a longo prazo, e temos de ser nós a tomar esta iniciativa para demonstrar que, em conjunto, conseguimos dar esse passo. Relembro que já existe a «Madeira Invest», o Alentejo criou recentemente uma sociedade de desenvolvimento mas por se ter constituído como sociedade anónima tem grandes dificuldades em recorrer a fundos europeus e nós temos de aproveitar os bons exemplos que já existem por essa Europa fora pois só dessa forma vamos conseguir ultrapassar o paradigma em que vivemos neste momento”.   
O empresário refere que esse modelo já foi seguido com sucesso noutros países da Europa e que viria dar sequência à ideia recentemente lançada por José Páscoa, vice reitor da UBI, para que o governo considere as instituições de ensino superior sediadas no interior do país como zonas económicas especiais no âmbito da negociação dos fundos de coesão do quadro comunitário de apoio 2021-2027.

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