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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
REFLORESTAÇÃO NÃO TERÁ SUCESSO SEM REPOVOAMENTO DO INTERIOR
Rádio Cova da Beira
Arménio Carlos disse ontem, no Fundão, que a reflorestação não terá sucesso sem o repovoamento do interior. O secretário-geral da CGTP falava na sessão de encerramento da conferência organizada pela União de Sindicatos de Castelo Branco sobre o tema “Desenvolver o interior”.
Por Paula Brito em 06 de Nov de 2018

“Fala-se muito na reflorestação do nosso país, é importante, mas ela não terá sucesso se porventura não apostarmos no repovoamento do interior.” Arménio Carlos entende que não basta falar só de apoio e de benefícios fiscais é preciso também falar da “centralidade do emprego”, porque “nenhuma região de nenhum país se desenvolve sem pessoas”.

O secretário-geral da CGTP diz que o processo de descentralização em curso não serve os interesses do país e pode até agravar ainda mais as desigualdades.

“Um modelo que na prática vai favorecer aqueles que têm mais peso que podem determinar o rumo dos acontecimentos, em prejuízo daqueles que têm menores condições económicas e financeiras e até menor dimensão populacional para perspectivar as suas políticas.” O secretário geral da CGTP entende que a descentralização é um presente envenenado para os autarcas.

“Será que os autarcas ainda não perceberam que estão a receber um presente envenenado? Que aquilo que está em marcha é uma descentralização de responsabilidades e de encargos? (…) para mais à frente se concluir que as autarquias não têm capacidade para responder ao problema e lá vão abrir concursos para a privatização de alguns serviços.”

O secretário geral da CGTP entende que os processos de privatização penalizaram a população em geral e o interior em particular e deixando como exemplos a Rodoviária Nacional, “que todos os dias passava na aldeia, na vila na cidade, de manhã, à hora do almoço, à tarde e à noite deixou de existir”, a ferrovia e os CTT “é ou não verdade que os correios têm um serviços social de ligação e proximidade às populações, particularmente aos mais idosos? Bem, mas antigamente os correios eram públicos, passaram para o sector privado e as coisas estão melhor ou pior?”

Defensor da regionalização, Arménio Carlos diz que é necessário lançar um grande debate sobre o tema na sociedade portuguesa.


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