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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
“TEM DE SER TOMADA UMA DECISÃO POLÍTICA”
Rádio Cova da Beira
O director do serviço de cirurgia da unidade local de saúde da Guarda considera que o ministério da saúde deve decidir, o quanto antes, qual o futuro a dar ao funcionamento daquela estrutura. A preocupação foi expressa no final de uma reunião que os directores de vários serviços tiveram com o presidente da secção regional do centro e onde Augusto Lourenço considerou que o clima de indefinição que se vive não é bom para a ULS.
Por Nuno Miguel em 02 de Nov de 2018
“Falta-nos uma coisa muito clara que é o poder político dizer o que quer para o futuro. O ministério da saúde tem de definir se a ULS da Guarda é para se manter no actual modelo, se é para se fundir com o centro hospitalar da Cova da Beira ou se é para se fundir com Tondela/Viseu. Não sabemos qual é a opção estratégica. As opções estratégicas políticas dizem respeito aos políticos e nós, os profissionais, podemos achar que são boas ou más mas são decisões políticas e nós precisamos delas mas apernas vão saindo sinais. E como é óbvio uma instituição, seja ela qual for, não tem directrizes clara isso gera sempre instabilidade”. 
Augusto Lourenço recorda que este é um processo que já se arrasta há vários anos e é fundamental que o ministério da saúde tome uma decisão política, a bem da melhoria da qualidade dos serviços que são prestados às populações “este já é um processo com história, uma vez que esteve para ser criado o centro hospitalar da Beira Interior com a Covilhã e com Castelo Branco e que, segundo consta, não se concretizou pela oposição de Castelo Branco. Não foi pela Covilhã nem foi pela Guarda. Depois essa ideia arrefeceu, têm sido ventiladas várias soluções mas continuamos à espera que o poder político clarifique a situação porque o pior que pode acontecer é deixar enfraquecer uma instituição para depois tomar uma decisão. Para nós era bom que o quando antes esse caminho fosse indicado para nós depois podermos planear a nossa vida, a nossa estratégia e o nosso trabalho da melhor maneira”.  
Recorde-se que ainda recentemente o presidente da câmara daquela cidade, Álvaro Amaro, veio defender publicamente a criação de um centro hospitalar universitário entre os hospitais da Covilhã e da Guarda, deixando de fora a unidade local de saúde de Castelo Branco que fazia parte do projecto inicial de constituição do centro hospitalar da Beira Interior. 

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