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Segunda, 21 Set 2020
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SOCIEDADE
ALUNOS DE MEDICINA ESTUDAM DIAGN?STICO DA APNEIA
O Centro Hospitalar da Cova da Beira poderia ter poupado 8.100 euros no diagn?stico da S?ndrome da Apneia Obstrutiva do Sono no per?odo de um ano.
Por Paula Brito em 25 de Feb de 2010

A conclusão é do estudo elaborado por 5 alunos do 5.º ano da faculdade de ciências da saúde da UBI que pretendeu avaliar o custo-efectividade e as razões do êxito ou fracasso dos diferentes meios de diagnóstico da doença. Para isso foram escolhidos aleatoriamente 59 doentes da consulta do sono do serviço de pneumologia, entre Outubro de 2008 e Outubro de 2009. Durante esse ano, o hospital gastou cerca de 78 mil euros no diagnóstico da síndrome que pode ser feito através de estudo cardio respiratório domiciliar "com menor custo e menor tempo de espera" e da polissonografia "com maior custo e maior tempo de espera".

Segundo Marina Ribeiro, porta voz do grupo de estudantes que elaborou o estudo, "dos 18 doentes que fizeran polissonografia em primeiro lugar, 4 poderiam ter feito estudo cardio respiratório domiciliar, e mesmo tendo em conta a probabilidade de 6% em repetir o exame obteríamos uma redução de custos de 13%". Assim, no ano em estudo "dos cerca de 78 mil euros gastos no diagnóstimo da SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono) 8.100 euros poderiam ter sido economizados".

O estudo permitiu ainda chegar à conclusão que a síndrome prevalece no sexo masculino, (75% dos casos estudados são homens) e na faixa etária entre os 50 e os 69 anos, em 63% dos casos. Analisados todos os dados, os estudantes de medicina, chegaram a uma fórmula que pode reduzir os custos do diagnóstico da doença "perante um doente do sexo masculino, com IMC elevado, local de residência próximo do hospital, bom apoio familiar e nível educacional adequado, é compensatório optar pelo estudo cardio respiratório domiciliar, além de poupar recursos há uma grande possibilidade de diagnostivar a SAOS".

 

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono foi recentemente reconhecida como uma das doenças crónicas subdiagnosticadas mais comuns. A obesidade é um dos principais factores de risco da doença que afecta em todo o mundo 4% dos homens e 2% das mulheres.

 


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