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Domingo, 18 Nov 2018
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SOCIEDADE
ALTRAN NÃO CABE NO CENTRO DE NEGÓCIOS
Rádio Cova da Beira
Com cerca de 300 trabalhadores, a Altran está a recrutar mais colaboradores que, no próximo ano, já não vão caber no centro de negócios. Há cinco anos no Fundão, a multinacional está satisfeita com a produtividade e os trabalhadores com o equilíbrio que a cidade permite entre a vida familiar e profissional. Um investimento onde todos ficam a ganhar e que já não é olhado de lado pelos fundanenses.
Por Paula Brito em 30 de Oct de 2018

“No início eu estava no café ou noutro sítio público e as pessoas perguntavam-se o que é que nós fazíamos, diziam que éramos mal-encarados e que fazíamos reparações de computadores. Eu acho que as coisas foram mudando e as pessoas tem-se integrado connosco e nós com elas, não é o meu caso que eu já era de cá, e já não somos olhados tão de lado como inicialmente, acho que a integração está num bom nível e a única queixa que costumo ouvir é a questão da habitação.”

A história da empresa, que já faz parte do ritmo da cidade, foi contada por um fundanense no evento “Qria a Tua Conquista”. Vítor Oliveira gere uma equipa de 60 elementos na Altran, onde trabalha desde há cerca de quatro anos, e tem um percurso de vida que é a excepção do que tem sido a regra. Filho de emigrantes, nasceu em França e veio para Portugal ainda estudante.

“Fiz o ensino secundário na escola do Fundão, o ensino superior no IPCB, consegui ao longo dos anos manter-me na zona, por opção própria, entretanto surgiu a Altran e as coisas têm corrido bem, ao fim de três anos e meio já vou no meu quarto cargo e acho que ali o nosso limite somos nós próprios.”  

Convidado a explicar o que faz a Altran, Vítor Oliveira diz que desenvolve produtos, serviços e soluções em várias áreas, a partir do Fundão para o mundo.

“Nós prestamos serviços para muitas multinacionais, há um exemplo que é fácil de explicar, nós estamos a desenvolver para a Bosch, na Alemanha, toda a parte gráfica para os ecrãs dos novos Renault e Nissan, além disso temos clientes como a BMW, Intel, definir numa frase é difícil porque nós estamos em muitas indústrias neste momento.”

Um volume de trabalho e de projectos que vai obrigar a empresa a aumentar o número de trabalhadores já a partir do próximo ano, e não vão caber todos no centro de negócios.

“Pensando no que será o próximo ano, no espaço actual dificilmente vamos caber todos onde estamos actualmente, porque estamos a ganhar mais projectos, mais negócios, estamos numa campanha para trazer muitas pessoas do Brasil, o espaço vai começara a escassear.”

A campanha de recrutamento de novos trabalhadores incide no Brasil, mas dentro do Centro de Negócios cruzam-se diferentes nacionalidades, Brasil, Argentina, Kongo, Nepal são apenas alguns dos exemplos deixados por Vítor Oliveira que falou ainda das vantagens da Altran estar sediada no Fundão onde é mais fácil estabilizar equipas.

“É bem mais fácil do que se fosse em Lisboa, em termos de rotatividade é muito melhor aqui do que em grandes centros urbanos, tenho pessoas na minha equipa que estão cá há três anos, numa empresa do sector das tecnologias de informação é muito raro estar mais de um ano na mesma empresa”.

Mas também há vantagens para os trabalhadores que conseguem conciliar a vida familiar e pessoal.

“E as pessoas que vêm de grandes centros urbanos valorizam muito isso, poderem acordar mais tarde, conseguirem no final do dia sair dar um passeio de bicicleta, ir correr, aproveitar a vida como deve ser aproveitada, e ainda é mais flagrante nas pessoas que têm filhos, poderem ir busca-los à escola, estudar com eles, ir com eles ao parque, coisa que nos grandes centros urbanos era impossível acontecer.”

Com cerca de 300 trabalhadores,  a Altran está há cinco anos instalada no centro de negócios que começa a ser pequeno para o crescimento da multinacional francesa no Fundão.


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