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Domingo, 18 Nov 2018
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POL√ćTICA
ENERGIA: CMF PREOCUPADA COM O FUTURO
Rádio Cova da Beira
A c√Ęmara municipal do Fund√£o espera que o processo da constru√ß√£o da nova esta√ß√£o da Rede El√©ctrica Nacional (REN), situada entre o Carvalhal e a ponte romana de P√™ro Viseu, n√£o sofra atrasos ou descontinuidade.
Por Paulo Pinheiro em 30 de Oct de 2018

Na última reunião pública do executivo, e a propósito da saída de Jorge Seguro da Secretaria de Estado da Energia, o presidente da autarquia fundanense expressou o desejo de que o novo investimento, de cerca de 30 milhões de euros, continue porque “é um projecto estruturante” para o concelho e região “que vai melhorar em muito a qualidade de um bem essencial para as empresas e população em geral”.

Ainda na área da energia, Paulo Fernandes mostrou-se muito preocupado com um outro dossier. Numa altura em que se fecham os cadernos de encargos para os concursos de fornecimento de energia em baixa tensão, até agora concessionados à EDP e cujo contrato termina em 2021, circulam informações que apontam para a possibilidade dos municípios individual ou agrupados fazerem os seus próprios concursos. O que à primeira vista parece uma medida positiva pode, mais uma vez, ser negativo para as regiões de baixa densidade

 

“Imaginemos que isto possa levar a que áreas metropolitanas de Lisboa e Porto lancem os seus próprios concursos, as zonas do litoral do país possam agregar-se e fazer o mesmo. Qual o risco que aqui podemos ter? Poderá levar a que a médio/longo prazo os serviços do interior do país, comparadas com as condições dos concursos a lançar pelos municípios do litoral, possam ser bastantes piores”, refere o edil.  

 

O autarca está convicto que não será ao nível do valor da tarifa que as mudanças serão visíveis, mas na remuneração dos municípios, ou seja no custo final para as autarquias. O Fundão mostra-se frontalmente contra a possibilidade dos municípios avançarem com concursos

 

“Se não for um concurso nacional, o risco de na parte da remuneração para os municípios não ser aquela que nacionalmente fosse atingida para o interior está aí. É uma enorme preocupação. O município do Fundão não concorda com a possibilidade de existir essa desagregação, pelo risco que ela encerra, ou então têm que haver garantias que sejam dadas que haverá factores correctivos que poderão evitar esta situação”, aponta. 

 

O melhor é que essa hipótese nem se quer se coloque porque são sempre os mais pequenos a pagar a factura, defende o autarca.

 

O município do Fundão acompanha a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela que a este propósito mostra-se desfavorável a um modelo que não seja concurso nacional.

 

 

  

 


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