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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
CARLOS PINTO ABANDONA REUNIÃO
Rádio Cova da Beira
Carlos Pinto abandonou, ontem, a reunião pública do executivo, depois da sua intervenção no período antes da ordem do dia. O vereador do movimento “De novo Covilhã” saiu em protesto pela falta de respostas de Vítor Pereira. O presidente da autarquia entende que é motivo para falta injustificada.
Por Paula Brito em 27 de Oct de 2018

“Vou-me retirar desta sessão porque o Sr. presidente tem uma lista seleccionada de vereadores a quem responde e como não tenho tido essa resposta, e não sendo a resposta dele, não aceito outra.”

Para Vítor Pereira “isto consubstancia uma falta injustificada” e pediu aos serviços para que considerem “se do ponto de vista jurídico isto não pode ser considerado uma falta injustificada.”

Antes de sair, Carlos Pinto lamentou a ausência de respostas não só na reunião de câmara mas também aos vários requerimentos que já apresentou.

“Numa breve súmula, e reportando-me a Março de 2018, para não falar noutros, perguntei-lhe sobre o nível de aldeia em que caiu a Covilhã em termos de iluminação, prejudicando a luminosidade que era um dos ex-líbris da cidade, através desse contrato para substituição de luminárias que é um verdadeiro desastre em termos de resultados, também não foi dada a oportunidade de sabermos se há um verdadeiro sucesso em termos de economia, porque a informação que foi pedida em Março até hoje zero, e também não foi dito onde é que está o célebre estudo que custou quase 75 mil euros, em termos de poupança energética dos paços do concelho…”

O vereador do movimento “De novo Covilhã” diz que a “opressão” com que é tratada a oposição, contrasta com o discurso de “libertação” de Vítor Pereira nos 148 anos da cidade da Covilhã. Carlos Pinto enumerou, ironizando, as primeiras medidas de Vítor Pereira depois de tomar posse em 2013.

“A primeira medida desta câmara foi acabar com o clima de polícia política municipal, porque o clima que se vivia na cidade era de opressão, medo, autocracia, e portanto, com essa medida realmente a cidade passou a viver numa liberdade que era totalmente desconhecida desde o 25 de Abril.” Já quanto ao relacionamento com os municípios vizinhos, “o avanço nas relações com esses municípios foi tal que até, em relação ao município da Guarda, nós quisemos presentear com a sede da Comunidade Intermunicipal.”

A saída de Carlos Pinto foi comentada pelo vereador da maioria socialista Jorge Gomes.

“Eu creio que a única coisa que aqui veio fazer foi carpir mágoas, o que demonstra o seu amor incondicional que sempre teve pela Covilhã, e nota-se que ainda não se adaptou à sua cadeira. Esta atitude de  abandonar a reunião do executivo parece-me uma forma airosa de ir abandonando as responsabilidades de vereador, para se dedicar de corpo e alma a outros projectos.”


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