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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
“ESTÁ NAS MÃOS DO GOVERNO REVERTER A PRIVATIZAÇÃO”
Rádio Cova da Beira
Paula Santos considera que o governo não pode permitir que a administração dos CTT determine o encerramento de postos de correio em sedes de concelho no interior do país. Na sessão plenária sobre as questões da interioridade que decorreu no final da última semana na assembleia da república a deputada do PCP apontou o exemplo de quatro situações na Beira Interior que vieram criar mais dificuldades no acesso dos cidadãos aos serviços públicos.
Por Nuno Miguel em 27 de Oct de 2018
“São os casos de Belmonte, Manteigas, Fornos de Algodres e Vila Velha de Ródão. Estamos a falar de vários serviços em sedes de concelho e que se não estiverem a funcionar mais uma vez as populações são penalizadas. O senhor ministro diz-nos que esta é uma questão que resultou da privatização. É verdade. Mas está também nas mãos do governo poder reverter essa mesma privatização e garantir às populações o serviço postal com qualidade a que têm direito”. 
A deputada do PCP lamenta ainda que o governo continue a manter-se em silêncio em relação à reversão do processo de fusão e agregação de freguesias que foi levado a cabo pelo anterior executivo. No entanto Paula Santos considera “não há desenvolvimento regional nem um verdadeiro combate às assimetrias sem as regiões administrativas não forem criadas e assegurando essa proximidade às populações. Há ainda um outro aspecto que é fundamental e a que este governo não dá resposta e que passa pela reposição das freguesias que foram agregadas pelo governo anterior”. 
Na resposta, o ministro adjunto e da economia refere que a reverão do processo de agregação de freguesias é uma competência da assembleia da república. Já quanto ao encerramento de serviços públicos no interior do país, Pedro Siza Vieira é peremptório “foi este governo que reabriu vários tribunais que estavam encerrados e é bom não esquecer isso. É importante, na cobertura dos serviços públicos, formas de servir as populações que estão dispersas mas às vezes não é possível mesmo mantê-los a funcionar para servir populações escassas. Aquilo que temos de fazer é encontrar formas de chegar às populações. Em relação à reposição das freguesias, isso é uma matéria de competência da assembleia da república e por isso o órgão terá capacidade de decidir sobre essa matéria”.

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