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Sexta, 16 Nov 2018
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SOCIEDADE
INTERNET: DEPENDÊNCIA ATINGE 16% DOS JOVENS
Rádio Cova da Beira
Dependência dos adolescentes da internet, na região, é de 16,3%, uma percentagem idêntica à média nacional, apurada num estudo realizado pela pediatra Sofia Ferreira e do Centro Hospitalar da Cova da Beira e pelo interno de pediatria Miguel Martins, no último ano lectivo.
Por Paula Brito em 23 de Oct de 2018
 Uma percentagem que tem tendência a crescer e que preocupa os pediatras. A tecnologia veio para ficar mas importa prevenir o uso excessivo.

“Este problema existe quando passamos muito tempo em actividades na internet não relacionadas com o trabalho ou com o estudo, e apresentamos alguns sintomas como irritabilidade, isolamento social, uma preocupação excessiva com a internet que passa a ser o foco principal daquela pessoa, incapacidade de controlar o número de horas on-line, continuar a usar e a manter o comportamento apesar das consequências negativas que traz para a sua vida pessoal, familiar, escolar ou profissional.”

O tema esteve em debate no IV ciclo de saúde mental, promovido pela Associação Entrelaços e pela Unidade de Cuidados na Comunidade que decorreu no passado fim-de-semana no Fundão.

Manuela Grazina, docente na Universidade de Coimbra falou do desinteresse dos jovens pela escola e do “terrível” desafio que os professores têm pela frente.

“O grande desafio dos professores hoje em dia é terrível, porque é ensinar perante uma plateia de pessoas que não querem aprender, isso tem um custo enorme na sua saúde mental.”

Segundo Manuela Grazina, as tecnologias “não matam em massa como o álcool ou as drogas, mas alteram os circuitos cerebrais dos jovens para sempre.” De aliada do ensino, a internet, rapidamente se transforma na sua pior inimiga.

“Eu chego lá e a única coisa que eles querem saber é os amigos que estão no facebook e no chat e não sei mais onde, e qual é que tem o telefone mais esperto, mais smart, o equipamento mais inovador, andam todos focados nas coisas e no bem-estar imediato que se consegue com estímulos muito rápidos e que tem uma influência brutal no cérebro.”

A especialista defendeu, no Fundão, que a diminuição do uso das tecnologias deve começar em casa. 

Com Beatriz Cavaca 


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