RCB/TuneIn
Quinta, 13 Dez 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
COVILHÃ: A VISÃO DOS PARTIDOS
Rádio Cova da Beira
Foram várias as críticas à acção do actual executivo da câmara da Covilhã na sessão solene comemorativa dos 148 anos de elevação a cidade. Todas as forças políticas da oposição consideram que há ainda muito a fazer para que a Covilhã possa ter a projecção e a importância que já deteve dentro do contexto nacional.
Por Nuno Miguel em 22 de Oct de 2018
 

Para o representante da CDU os erros cometidos no passado já não podem servir de desculpa. No entanto Marco Gabriel reconhece que o actual executivo herdou uma situação muito difícil “uma cidade privada de infraestruturas básicas como uma sala de espectáculos ou um pavilhão desportivo, que destruiu o aeródromo e vendeu a água pública, esburacou o pelourinho e não dinamizou o centro histórico e ainda por cima cheia de dívidas para pagar. Mas o passado já não pode ser desculpa. É necessário desafogar financeiramente o município, dignificar a habitação social, promover a melhoria das acessibilidades e prover os serviços camarários de recursos capazes de responder às necessidades das pessoas. É preciso remunicipalizar a água e transferir mais meios e competências para as juntas de freguesia”.   

 

Por parte da bancada do PSD, Hugo Lopes traçou o rumo daquilo que deve ser o futuro da Covilhã “queremos uma Covilhã que seja simultânea e verdadeiramente uma cidade neve e uma cidade de inovação. Uma cidade neve onde deve ser feita uma aposta indubitável na Serra da Estrela e no turismo e que só conseguiremos com uma melhoria da mobilidade e denunciando o monopólio turístico existente acima dos 800 metros. Queremos ser uma cidade de inovação aproveitando o potencial da universidade da Beira Interior para combater o flagelo que nos fez perder 40 por cento de jovens nos últimos 15 anos. Temos de apoiar a UBI mais na acção do que nas palavras”.

 

Também a líder da bancada do CDS/PP sublinha que é necessário reforçar a aposta em áreas chave como o turismo, a saúde e o desenvolvimento económico. Assunção Vaz Patto refere que “a passagem dos anos não tem sido benéfica. De Manchester Portuguesa e de foco económico importante a Covilhã tem perdido lugares no ranking das cidades do país. Se queremos honrar a população que servimos temos que investir a sério num programa de saúde que contemple o processo de envelhecimento que temos e que retenha e atraia novos profissionais. Se queremos honrar a nossa história de trabalho e de indústria não podemos continuar a olhar o investimento com desconfiança nem a UBI como mera inquilina da cidade. Se queremos honrar a nossa história como porta de entrada na Serra da Estrela não podemos continuar de costas voltadas para ela, sem eventos, percursos ou animação”.    

 

Da bancada do movimento “De Novo Covilhã”, Bernardino Gata apontou os exemplos de construção da nova barragem e da requalificação do teatro municipal como duas intervenções que tardam em ser concretizadas “a maioria reforçada alcançada nas últimas eleições acresce maior responsabilidade a este executivo e retira-lhe o recurso a alibis por projectos não concretizados. E aqui importa relembrar que há dois projectos que foram iniciados pelo seu antecessor e que ainda não foram concluídos; o teatro municipal e a nova barragem. Faltam três anos para que este presidente de câmara termine o seu segundo mandato e durante este período é possível concretizar estas duas intervenções”.

 

No dia em que se celebrou um ano sobre a tomada de posse dos actuais órgãos autárquicos, António Pitrez, da bancada do PS, sublinha que já foi possível concretizar vários objectivos importantes “em primeiro lugar importa destacar os recentes dados do anuário financeiro dos municípios portugueses em que a Covilhã aparece como uma das autarquias que mais reduziu a sua dívida e sendo o 22º município que apresentou maior volume de amortização de empréstimos. Importa também destacar a aprovação do regulamento de apoio ao associativismo, inédito na Covilhã, e que procura tornar transparente algo que sempre esteve associado à criação de dependências e também, há que dizê-lo, à formação de um certo clientelismo castrador da liberdade individual e colectiva”.    

 

Também o presidente da assembleia municipal considera que o actual executivo tem vindo a envidar esforços no sentido de combater as assimetrias entre o litoral e o interior. Exemplo disso, afirma João Casteleiro, é a concretização iminente de dois projectos fundamentais para a região na área da saúde “estamos a um passo da concretização de projectos estratégicos para a região como a criação das unidades de cardiologia de intervenção e de medicina nuclear. Unidades que são fundamentais para manter o nível de cuidados que as nossas populações merecem e promover a coesão territorial e a valorização do interior, permitindo às pessoas que cá vivem terem as mesmas condições que têm os cidadãos que residem nas grandes cidades do litoral”.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados