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Quinta, 13 Dez 2018
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POLÍTICA
PORTAGENS SÓ DIMINUEM EM 2019 PARA AS TRANSPORTADORAS
Rádio Cova da Beira
O governo não tem prevista nenhuma medida adicional para abolir a cobrança de portagens na A 23 na proposta de orçamento de estado para 2019. Esta é uma das principais conclusões do debate sobre o tema que marcou parte dos trabalhos da sessão plenária da assembleia da república que decorreu ontem.
Por Nuno Miguel em 20 de Oct de 2018
Uma sessão onde Álvaro Baptista leu uma parte do manifesto eleitoral apresentado pelo Partido Socialista às populações do interior em 2015. O deputado do PSD eleito pelo distrito de Castelo Branco questionou por isso o ministro adjunto e da economia no sentido de saber se a promessa de abolição vai ou não ser cumprida “quando é que comprem o que prometeram e cito «avaliação do regime de portagens na auto estrada da Beira Interior, operando a sua isenção». Vão ou não cumprir a palavra dada? O fim das portagens está no manifesto eleitoral do PS mas também é o discurso de todos os partidos da gerigonça. Como este é o último orçamento da legislatura é agora ou nunca. Todos prometeram acabar com as portagens no interior e tem aqui a última oportunidade para cumprir”. 
Uma intervenção que motivou um pedido de resposta por parte de Hortense Martins. A deputada do PS, também eleita pelo distrito de Castelo Branco, refere que a promessa feita às populações foi no sentido da redução do valor cobrado e esse compromisso está a ser cumprido “temos que ser sérios e o senhor deputado tem de ler o que está no manifesto, já que o senhor não o fez. O que está dito é «a avaliação e a revisão do regime de portagens imposto pelo PSD na auto estrada da Beira interior operando uma redução substancial ou ponderando a sua isenção». Este foi o compromisso do PS, também assumido por António Costa como candidato a primeiro ministro, que nós estamos a cumprir e é o caminho que vamos continuar a encetar”. 
Já o ministro adjunto e da economia refere que no orçamento de estado para 2019 está prevista uma redução de 30 por cento do valor cobrado para as empresas de transporte de mercadorias. Pedro Siza Vieira sublinhou ainda que “se acabar com as portagens no interior pudesse ser uma solução para todos os problemas do interior, eu acho que deveríamos encarar isso muito a sério mas não me parece que só por si a questão resolvesse este tema. Este governo já iniciou um caminho de redução do valor e adicionalmente há uma nova redução para os veículos das classes um, dois, três e quatro de mercadorias que sejam pertencentes a empresas sediadas no interior. Estamos a definir prioridades e esta foi a prioridade para ajudar a diminuir custos de contexto para criar emprego e para fixar populações”.    
O governante mostra-se ainda convicto de que a manutenção das portagens não vai trazer consequências negativas para o desenvolvimento turístico do território “podem dizer que a medida não é suficiente e falar nos turistas. As pessoas que demandam os territórios do interior para poderem usufruir das nossas paisagens e dos valores turísticos que ali existem não olham para a portagens como um factor dissuasor de frequentar um determinado destino. E essa avaliação foi feita. Aliás vemos que os destinos de maior procura em Portugal são aqueles que são acessíveis por via rodoviária e onde existe pagamento de portagens”.  
No decorrer da discussão, Pedro Siza Vieira admitiu que não conhece o conteúdo do manifesto eleitoral distribuído pelo PS às populações do distrito de Castelo Branco na campanha eleitoral de 2015. Facto que levou Álvaro Baptista a solicitar à mesa a entrega de uma cópia do documento que citou na sua intervenção. 

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