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Sexta, 16 Nov 2018
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SOCIEDADE
“MÍSCAROS” E MISTÉRIO NO ALCAIDE DE 16 A 18 DE NOVEMBRO
Rádio Cova da Beira
A dinamização da Casa Cunha Leal, com a presença de cinco chefes que vão cozinhar na hora, e o funcionamento em pleno do centro de recolha do cogumelo, são duas das principais novidades da décima edição do festival “Míscaros”, no Alcaide, de 16 a 18 de Novembro, que este ano escolheu o Mistério como tema.
Por Paula Brito em 15 de Oct de 2018

A temática do festival vai ser visível na animação de rua e na decoração das tasquinhas e das ruas que vão ter instalações artísticas ligadas ao mistério.

Na apresentação dos "Míscaros", o vice presidente da câmara do Fundão fez o balanço de 10 anos do festival do cogumelo que, com mais ou menos chuva, tem ultrapassado sempre a fasquia dos 20 mil visitantes. Um sucesso que fica a dever-se à organização inovadora do festival mas sobretudo ao envolvimento da população do Alcaide “porque vocês é que fazem a diferença, os cogumelos são muito importantes mas as pessoas é que fazem a diferença, e nós podemos fazer essa leitura de algumas festas que acontecem no concelho e que o sucesso é muito resultado do empenho das pessoas.”

Com cerca de 60 tasquinhas, o festival vai promover de novo o concurso de melhor prato com cogumelos, com O chef Orlando Esteves como presidente do júri. O live cooking é outra das marcas do festival que se mantem com a presença dos chefs. Joe Best, Mário Rui Ramos, o jovem João Mata e os filhos da terra Duarte Batista e Rodrigo Alves. A casa Cunha Leal, que nos anos anteriores tem sido restaurante, este ano terá uma nova dinâmica, como explica o presidente da junta, Daniel Cruz.

“Cinco chefes com cinco bancadas para trabalharem, as pessoas compram as fichas no rés-do-chão e no primeiro andar escolhem o chef, vai ter mesas altas para as pessoas comerem, a esplanada a funcionar, coberta se for o caso, coktails e Dj´s, vai ser uma coisa diferente para inovar e experimentar.”

Outra das novidades anunciadas pelo autarca é a mudança da casa do cogumelo, na Malhada Velha, para o Alcaide, onde funciona também o centro de recolha do cogumelo que assegura o fornecimento de todos os cogumelos para o festival mas também para o mercado.

“É uma instituição autónoma, que vai gerir o negócio do cogumelo, vamos criar um posto de trabalho, este ano já esteve a meio tempo a tratar dos processos, rótulos, embalagens e obrigações legais. O centro de recolha, que está incorporado na casa do cogumelo, recolhe, limpa, armazena e coloca no mercado o cogumelo, este ano já recebemos boletos e é o único fornecedor da Península Ibérica que tem míscaros para vender, porque esse trabalho foi feito há um ano para podermos ter míscaros pelo menos para o nosso festival.”  

Fernando Tavares, da Liga dos Amigos do Alcaide, que organiza em parceria com a junta e com a câmara municipal, o evento, recorda que Míscaros é apenas o nome do festival onde se trabalham todos os tipos de cogumelos.

“Não podemos passar a ideia de que aqui só se vendem míscaros, mas todo o tipo de cogumelos, o principal prato, que as pessoas mais gostam é o arroz de míscaros, mas não é por não haver míscaros que não vamos deixar de fazer grandes pratos de cogumelos.”

O mega almoço, no domingo, de arroz de cogumelos, os passeios micológicos e workshops, o espaço dedicado à crianças, a animação de rua com fanfarras, música tradicional e medieval e a presença do recordista mundial da imobilidade que preparou uma surpresa no espaço da torre da igreja, completam o festival que além da economia local promove também a economia regional servindo de alavanca a um produto que vale mais de 10 milhões na região.

“Estamos a falar de um produto que valerá entre 10 a 15 milhões de euros para a região, porque ele tem uma importância multiplicadora em certos mercados da Europa, mas estaremos a falar de 4 milhões de euros no nosso concelho. Por isso sublinho o aspecto que foi salvaguardado pelo presidente da junta, que tem a ver com a organização do sector.” Salientou Miguel Gavinhos, numa referencia ao centro de recolha do cogumelo mas também à criação de uma associação local  que assegure que as mais valias do sector fiquem na região e garanta que o produto chegue com qualidade e condições de segurança ao mercado.  

O vice presidente do município salientou ainda a dimensão ecológica do festival, que além de todo o material biodegradável terá um copo de cerveja de origem vegetal que se decompõe entre 45 a 60 dias e a dimensão social do festival que este ano apoia a CLR, um projecto de uma organização portuguesa que trabalha com crianças em Portugal e África.


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