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Quinta, 28 Out 2021
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
VALVERDE - 0 ATALAIA ? 0
O Valverde, privado de 4 jogadores importantes, fez jus ao factor casa, mas essencialmente no querer e na for?a de vontade esteve a chave para conseguir um ponto e deixar tudo em aberto (no que ? chegada ao 6? lugar diz respeito), para a derradeira jornada desta primeira fase, na qual se vai deslocar a Oleiros para o tira-teimas.
Por Jo√£o Perquilhas em 21 de Feb de 2010

A Atalaia com pouca inspiração (e transpiração) na primeira metade, fez depois uma segunda parte de grande nível, mas já não foi a tempo de conquistar os 3 pontos, embora tivesse tido duas ou três situações para sentenciar a partida a seu favor.

Foi uma primeira parte monótona para um derby que se aguardava com grande expectativa. Os da casa reconhecendo superioridade ao seu adversário montaram o seu xadrez de modo a correrem poucos riscos, e deixavam aos pupilos de Joca a incumbência de arcar com as despesas do jogo, para depois tentar o contra-ataque que no entanto nunca surgiria até ao descanso.

Só que os visitantes não se mostravam para aí virados, e com um futebol previsível e lento de processos foi-se acomodando ao sensaborão desenrolar do encontro, nunca imprimindo arte ou velocidade capazes de alterar o rumo dos acontecimentos.

O veterano Trindade, com um cabeceamento torto aos 14 minutos, parecia querer acordar os seus colegas, mas … nada feito. A postura manteve-se e os guarda-redes raramente eram chamados a intervenções complicadas, excepção feita a um remate de Brito (26`), ao qual Traboca se opôs com defesa difícil para canto.  

Doze minutos depois Carlitos recarregava por cima uma bola defendida por Traboca, após livre batido por Brito, e o intervalo chegava pouco depois com o consequente nulo no placard.  

A segunda metade foi diferente. Mais velocidade, mais luta pela posse de bola mas sobretudo a assumpção de responsabilidades mostraram um Atalaia incomparavelmente melhor, e que dava, agora sim, mostras de querer resolver a partida a seu favor.

Spranger um minuto após o recomeço cabeceava a rasar a trave, e este lance deu à sua equipa a motivação necessária para bons períodos de futebol. Boa circulação do esférico, jogadas pelos flancos e alguma velocidade tornavam finalmente o jogo agradável de seguir, e o Valverde apelava de toda a capacidade de sofrimento dos seus jogadores para irem sustendo a avalanche ofensiva dos comandados de Joca.

Micas jogava declaradamente no erro adversário e o contra-ataque era a arma eleita. Aos 63`o irreverente João Alves solicitou a desmarcação de Ângelo que viu Valezim anular-lhe os intentos com defesa de recurso com os pés, e o jogo ganhava definitivamente outra faceta.

Quatro minutos depois Zé Carlos com uma rosca na bola desperdiçava uma boa situação de possível golo, e o assalto à baliza de Traboca passava a ser uma realidade. André Cunha subia assiduamente pelo corredor esquerdo e daí tirava cruzamentos venenosos que no entanto os seus companheiros não davam a devida sequência, umas vezes por culpa própria, outras pela generosa acção defensiva dos donos do terreno.

Num desses laces (79`) Hugo Gigante com um corte providencial evitou que Pina festejasse e na resposta foi Ângelo, com um belo passe a rasgar, a solicitar Neves para este perder tempo e estragar a possibilidade de êxito, quando apenas tinha Trindade e Valezim pela frente.

O jogo estava em aberto e no primeiro minuto de compensação André Cunha rematava de meia distância para Traboca mais uma vez brilhar, e assim garantir a conquista de um ponto que deixa tudo em aberto para a sua equipa conseguir os seus objectivos na derradeira jornada desta 1ª fase do campeonato Ling.

Este resultado acaba por premiar a determinação local e castigar sobremaneira a inoperância ofensiva do Atalaia nos primeiros 45 minutos, durante os quais foram demasiado permissivos e expectantes.

Da arbitragem chefiada por Ricardo Alexandre apenas uma palavra: Excelente.


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