
Apesar da diminuição, segundo Paulo Fernandes, os dados mais recentes apontam para uma taxa de desemprego no concelho do Fundão de 6,2%, “cerca de 700 desempregados, uma percentagem muito grande, quase metade destas pessoas, têm mais de 55 anos, o que nos traz aqui um desafio porque há aqui uma componente social que pode ser relevante num centro como este, num território como este.”
Mas este não é o único de desafio do Centro para o futuro. A instalação, no edifício da antiga Cartel, de uma empresa de confecções com um centro de investigação associado e capacidade para criar 200 empregos. Um investimento que, segundo o autarca, “está estabilizado, vai avançar e é uma excelente notícia para este complexo, vamos ficar aqui entre duas das mais importantes indústrias que temos: a metalomecânica e aquele que sempre foi o porta-aviões industrial da região em termos de indústria, que é o sector das confecções, fiação e toda a fileira associada a esta área, e o centro fica aqui no meio, o que significa que vamos ter que investir.”
Um investimento que o Instituto de Emprego e Formação Profissional está disposto a acompanhar “o IEFP está disponível para reforçar aquilo que necessita ser reforçado, ou ao nível de equipamentos ou de ouras estruturas que sejam consideradas essenciais para a formação.”
O Centro de formação avançada da Cova da Beira abriu portas, em Julho do ano passado, no antigo edifício da empresa ERES depois de obras de requalificação e adaptação do edifício. Neste primeiro formou 298 pessoas em 14 cursos de áreas como geriatria, técnicos de maquinação e programação, de apoio familiar e comunitário, confecção industrial e tecidos, operadores agrícolas de máquinas e ferramentas e, o único em horário pós laboral, na área de gestão de produção para a indústria metalúrgica e da metalomecânica.