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Segunda, 10 Dez 2018
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SOCIEDADE
“TEMOS QUE ABANDONAR A CANTILENA DOS QUEIXUMES”
Rádio Cova da Beira
O reitor da universidade da Beira Interior considera que a instituição não vai conseguir ultrapassar as dificuldades que sente vivendo num clima de queixas mas sim com alegria. A afirmação feita por António Fidalgo na sessão solene de abertura do novo ano lectivo naquela instituição.
Por Nuno Miguel em 11 de Oct de 2018
“Na universidade conhecemos e sentimos as dificuldades remotas e próximas, as do mundo, do país, da região e as do ensino superior e da ciência. Mas não é chorando que as superamos mas sim com alegria. A alegria, em particular a académica, não é um estado que nos calhe à sorte mas é um estado que se conquista, antes de mais com uma convivência franca entre os membros da comunidade académica, alunos, professores e funcionários. A tristeza e a discórdia não cabem numa universidade sob pena de a aniquilarem”.  
António Fidalgo acrescenta que “de tudo o que mais nos enche de alegria é certamente a vinda de mais 1500 estudantes nos três ciclos de estudos. São o sangue novo que renova a instituição a cada ano que passa. No início de cada verão vemos partir, com uma mistura de alegria e de tristeza, os que finalizaram os seus estudos, de alegria porque alcançaram o objectivo almejado e de tristeza porque partem e deixam o nosso convívio. Mas chegados ao outono uma nova vida enche a universidade e com certeza que isso é um enorme motivo de júbilo”.  
Num olhar sobre a actualidade, António Fidalgo refere que o mundo está a viver momentos de radicalização impensáveis há poucos anos e que leva as pessoas a sentirem-se ameaçadas na sua identidade. Para o reitor da UBI “estamos nitidamente a entrar numa época de medo. A ideia de progresso indefinido, que tem marcado a civilização ocidental desde a modernidade, parece que esbarrou nos seus limites. O que antes era assumido como uma evidência, de que os filhos teriam uma vida melhor que os pais, tornou-se uma dúvida angustiante que contamina a vida social e pessoa. É como se tivéssemos perdido a confiança no futuro. São tempos de incerteza em que o improvável acontece e em que o rasgo de precariedade, de navegar à vista, sem rasto, se tornou forma de vida”.  

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