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Terça, 16 Out 2018
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SOCIEDADE
SCMF: A HISTÓRIA PODE REPETIR-SE
Rádio Cova da Beira
À semelhança do que aconteceu em 2007, a história pode repetir-se na Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF). Jorge Colaço está disponível para integrar uma comissão administrativa que altere o rumo da actual gestão. Em entrevista à RCB, o pároco do Fundão anuncia que não é candidato a provedor, mas se o bispo assim o entender, está disponível para o mesmo papel que desempenhou há 11 anos.
Por Paulo Pinheiro & Paula Brito em 08 de Oct de 2018

 “Se o bispo da diocese entender que eu possa ser um contributo para a misericórdia, eu serei um contributo para a misericórdia, candidato não serei.” Convidado a especificar a situação, Jorge Colaço diz que “se o bispo da diocese entender que precisa de uma alternativa diferente eu estarei disponível para o fazer, como aconteceu no passado através de uma comissão administrativa.”

 

Jorge Colaço admite que chegou a equacionar uma candidatura “eu tive um grande desafio, de um bom número de Irmãos para constituir lista, e após a última assembleia eu coloquei um documento nas mãos do presidente da mesa porque não concordava com a forma como estavam a ser desenvolvidas as coisas e na altura eu pensei poder candidatar-me ao cargo de provedor.”

 

A ausência de resposta do tribunal eclesiástico à impugnação da última assembleia geral levou-o a recuar na decisão.

 

“Como eu não conheço os ritmos do tribunal eclesiástico, que até ao momento não se pronunciou sobre nada, entendi que, enquanto o tribunal eclesiástico não se pronunciasse eu não devia ser candidato.”

 

 

 

O pároco do Fundão, que convidou Jorge Gaspar a integrar, primeiro a comissão administrativa, e posteriormente a candidatura ao cargo de provedor, admite que se enganou.

 

“Enganei-me profundamente, porque quando alguém acaba por dizer que eu sou um Irmão como outo qualquer, não sou, eu tenho responsabilidades acrescidas, não na gestão mas estar atento e, por fora, vou estando atento, infelizmente não posso trazer para cima da mesa muitas coisas, por confidencialidade, mas nós não podemos servir bem com dívidas.”

 

Jorge Colaço diz que a actual mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia do Fundão está a deixar um rasto de dívidas. Uma gestão em que o pároco do Fundão não confia, nem recomendaria.

 

“Não confio e não recomendaria ao futuro esta direcção, e sobretudo este encabeçamento de gestão da misericórdia, porque isto acaba por ser uma fuga em frente, isto é andar em frente e não se tem a noção da restolhada que se deixou para trás.”

 

Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, Jorge Colaço diz que a Jorge Gaspar há muito pisou o risco vermelho na gestão da misericórdia, e defende um novo rumo para a instituição.


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