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Domingo, 16 Dez 2018
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POL√ćTICA
CORTAR NAS PPP PARA ABOLIR PORTAGENS
Rádio Cova da Beira
A f√≥rmula n√£o √© nova, mas a op√ß√£o √© pol√≠tica: cortar nas Parcerias P√ļblico Privadas (PPP) para abolir as portagens e aumentar os trabalhadores da fun√ß√£o p√ļblica. Arm√©nio Carlos diz que os 50 milh√Ķes de euros ficam ‚Äúmuito aqu√©m‚ÄĚ e quer que o governo v√° mais longe.
Por Paula Brito em 08 de Oct de 2018
 

Os salários foram o tema principal do plenário realizado esta manhã, com os trabalhadores da câmara da Covilhã, no arranque do dia que o secretário-geral da CGTP dedicou ao distrito.

“Grande parte deles tem salários pouco mais do que o Salário Mínimo Nacional, estamos a falar de trabalhadores com competências e experiência aos mais variados níveis profissionais, e é inadmissível que ao fim de 10 anos os salários continuem sem qualquer actualização, portanto, reclamam não só a melhoria dos salários como exigem que o governo vá mais longe em relação ao que tem sido anunciado publicamente e que, relativamente ao valor global, fica muito aquém daquilo que os trabalhadores precisam e acima de tudo daquilo que o OE pode dar se fizer outras opções no corte da despesa.”

Arménio Carlos deixa como exemplo de despesa supérflua as parcerias público privadas rodoviárias.

“Neste momento, só no sector rodoviários estamos a pagar 1.600 milhões de euros, isto quer dizer que o governo está a pagar 8%, em média, de juros aos privados, bastava reduzir para 4% e já tínhamos um ganho de 800 milhões, que davam para responder às reivindicações dos trabalhadores, melhorar os serviços públicos, e já agora, para abolir as portagens.”

O secretário-geral da CGTP espera que o assunto seja considerado no OE para 2019, já que mobilidade, a par dos salários e do emprego, é uma das áreas onde o interior é mais penalizado.

“Nós continuamos a ter portagens que custam um dinheirão, e não é assim que se combate a desertificação. Pensamos que agora no Orçamento do Estado (OE) esta matéria não pode deixar de ser colocada, mas também o investimento no interior por forma a criar mais emprego, para atrair mais pessoas.”

No Fundão, onde participou numa acção pública à entrada do mercado, Arménio Carlos disse que a base de partida para negociação, não podem ser os 50 milhões de euros anunciados pelo governo mas não adiantou valores, recordando os 4% que a CGTP-IN reclama de aumento na função pública.


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