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Terça, 18 Dez 2018
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SOCIEDADE
“LABFIT” DESENVOLVE NOVO PROJECTO
Rádio Cova da Beira
Efectuar a caracterização laboratorial de extractos de plantas tendo em vista a sua conversão em ingredientes para produtos cosméticos é o grande objectivo do projecto “Inov EP”. A iniciativa está a ser desenvolvida pela empresa “Labfit”, sediada no Ubimedical, e que viu aprovada uma candidatura para o desenvolvimento das suas actividades ao longo dos próximos três anos.
Por Nuno Miguel em 06 de Oct de 2018

Em declarações à RCB, Rita Palmeira de Oliveira, uma das responsáveis do projecto, sublinha que “o enfoque será sobretudo nas propriedades cosméticas destes extractos de plantas. Existe um uso tradicional desses extractos para fins terapêuticos. Algumas dessas plantas são já produzidas em Portugal e na região centro e aquilo que nós pretendemos é caracterizar esses extractos do ponto de vista da sua composição e de efeito, numa perspectiva da sua utilização como ingrediente cosmético”.  

 

A responsável da “Labfit” acrescenta que na Beira Interior “há um aumento da produção de várias plantas, há um aumento do interesse, o nível de escolaridade dos produtores é mais elevado e por isso eles estão mais abertos para fazer face às novas exigências do mercado em todo o processo de produção e colheita destas plantas. Do ponto de vista do clima a região tem potencial não só para produzir as espécies que já estão implementadas mas também se considera a possibilidade de plantar outras espécies que já existem noutras zonas do país e que aqui podem ser propagadas., Nesse sentido outro dos objectivos do projecto é também trazer esta informação para que os produtores tenham um maior conhecimento sobre quais as espécies em que podem investir neste momento”. 

 

O desenvolvimento deste projecto resulta de uma parceria entre a universidade da Beira Interior e o instituto politécnico de Castelo Branco, sendo que todos os ensaios vão ser efectuados “in vitro” e não será feita qualquer aplicação de cosméticos em animais. Apesar de o projecto só agora ter sido apresentado, Rita Palmeira de Oliveira, sublinha que já há algum trabalho feito nesta área e explica as próximas etapas que vão ser percorridas “a primeira etapa é a recolha de informação científica e esse é um trabalho que já está em curso. Em alguns extractos de plantas desta região até já foram feitas análises e já temos teses de mestrado em que vão ser apresentados trabalhos com alguns resultados que estão integrados no projecto. Aquilo que prevemos nos próximos três anos é actividade científica e de produção muito elevada, divulgação dos resultados de uma forma constante e depois disso que ele tenha impacto e que possa melhorar a produção de plantas aromáticas e medicinais na região numa perspectiva de exportação para o mercado global”.  

 


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