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Domingo, 21 Out 2018
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CULTURA
ENCONTROS DO FRANCISCANISMO NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
O presidente das comemorações dos 800 anos do Franciscanismo em Portugal considera que ainda hoje são bem visíveis na região as marcas do legado que São Francisco de Assis deixou a toda a humanidade. A afirmação feita pelo frei Manuel Domingues na sessão de abertura dos encontros sobre esta temática que estão a ser promovidos pela santa casa da misericórdia da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 04 de Oct de 2018
“As grandes marcas do franciscanismo que são a alegria, o trabalho, a oração, a devoção e o sacrifício estão aqui bem vincadas nesta região junto das pessoas que trabalham a terra e também pelos muitos conventos que aqui existiram; pelo menos cinco das irmãs clarissas e nove dos frades franciscanos. Se eventualmente o espírito de Francisco de Assis estivesse adormecido nesta região, eu acredito que esta iniciativa o iria despertar. Toda esta gente que aqui vive vai ser o mensageiro dos temas que estamos a tratar e eu acredito que esse espírito vai ficar ainda mais vivo”.   
O encontro está a decorrer até ao próximo sábado naquele concelho e pretende abordar o legado deixado por São Francisco a nível espiritual e material, onde se destaca a existência de antigos conventos franciscanos em Belmonte, na Covilhã, no Fundão e na Guarda. Neto Freire, provedor da misericórdia covilhanense, sublinha a importância de recordar os valores deixados por São Francisco de Assis no sentido de levar a sociedade a abandonar conceitos como o individualismo “quando tentamos trazer à memória dos princípios de São Francisco de Assis já estamos a lutar para que a população se relembre deles e os consiga colocar em prática. É uma memória que deve ser relembrada para que o nosso futuro seja melhor planeado e a nossa relação com as pessoas seja melhor. Hoje existe uma certa tendência para o afastamento e para a individualidade e todos os princípios da relação humana são aqui trazidos e esperamos que ela possa trazer dias melhores para todos”.   
D. Manuel Felício, bispo da diocese da Guarda, recorda o trabalho desenvolvido em várias áreas pela ordem franciscana em Portugal. Uma obra que, mesmo com a expulsão das ordens religiosas no período do liberalismo, perdurou até aos dias de hoje “o liberalismo interrompeu em Portugal, com a expulsão das ordens religiosas, de forma abrupta seis séculos de vida franciscana entre nós. Todavia contra ordens expressas da lei na segunda metade do século XIX a ordem dos frades menores começou a reorganizar-se. É notável a obra franciscana no nosso país ao longo destes 800 anos e continua a sê-lo. Por exemplo durante a idade média abriram várias escolas públicas e a de Lisboa chegou a ser integrada na universidade. Em toda esta região temos antigos conventos franciscanos na Covilhã, na Guarda, no Fundão e em Belmonte e que ainda hoje são marcas arquitectónicas do nosso território”.

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