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Quarta, 24 Out 2018
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POLÍTICA
DECRETO “PECA POR ESCASSO”
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara municipal da Guarda considera que o decreto lei publicado pelo governo no passado mês de Agosto, que passa a considerar como universitário o centro hospitalar da Cova da Beira pode deixar aquele concelho mais isolado ao nível da saúde.
Por Nuno Miguel em 04 de Oct de 2018

Depois de ter marcado presença no congresso médico da Beira Interior, que decorreu na passada sexta-feira, Álvaro Amaro não escondeu a sua insatisfação pelo facto como todo o processo foi conduzido “ao acrescentar a palavra universitário o governo, naturalmente que por proposta do ministro da saúde, veio dar uma dimensão completamente diferente a este assunto. Nós continuamos à espera que o senhor ministro da saúde cumpra a promessa de visitar a Guarda e cá o receberemos com todo o gosto para nos explicar com este decreto lei que foi publicado no dia três de Agosto e que, se nós não arrepiarmos caminho, a Guarda vai ficar cada vez mais isolada em matéria de saúde”.      

 

Na reunião da assembleia municipal, que também decorreu na passada sexta-feira, o presidente da autarquia referiu que já escreveu uma carta à presidente da unidade local de saúde para que a Guarda também possa ser incluída nessa nova realidade “nós queremos ser um parceiro em tudo o que pudermos ajudar. E não está em causa criticar ninguém. Está em causa, isso sim, criticarmos por escasso. Eu não critico a decisão. Em última instância prefiro ter um centro universitário aqui ao lado do que não ter nenhum. Nós temos todos a ganhar. Não sei o que pensa Castelo Branco e sei que isto não é unânime. Mas então é preciso discutir com seriedade aquilo que queremos e que queremos direito a ter” 


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