
Depois de ter marcado presença no congresso médico da Beira Interior, que decorreu na passada sexta-feira, Álvaro Amaro não escondeu a sua insatisfação pelo facto como todo o processo foi conduzido “ao acrescentar a palavra universitário o governo, naturalmente que por proposta do ministro da saúde, veio dar uma dimensão completamente diferente a este assunto. Nós continuamos à espera que o senhor ministro da saúde cumpra a promessa de visitar a Guarda e cá o receberemos com todo o gosto para nos explicar com este decreto lei que foi publicado no dia três de Agosto e que, se nós não arrepiarmos caminho, a Guarda vai ficar cada vez mais isolada em matéria de saúde”.
Na reunião da assembleia municipal, que também decorreu na passada sexta-feira, o presidente da autarquia referiu que já escreveu uma carta à presidente da unidade local de saúde para que a Guarda também possa ser incluída nessa nova realidade “nós queremos ser um parceiro em tudo o que pudermos ajudar. E não está em causa criticar ninguém. Está em causa, isso sim, criticarmos por escasso. Eu não critico a decisão. Em última instância prefiro ter um centro universitário aqui ao lado do que não ter nenhum. Nós temos todos a ganhar. Não sei o que pensa Castelo Branco e sei que isto não é unânime. Mas então é preciso discutir com seriedade aquilo que queremos e que queremos direito a ter”