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Terça, 18 Dez 2018
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SOCIEDADE
PASTEL TEM SIDO PARENTE POBRE DA CONFRARIA
Rádio Cova da Beira
O pastel de molho da Covilhã tem sido o parente pobre da confraria da pastinaca e do pastel de molho, admite o novo presidente da confraria que integrou também os anteriores órgãos sociais. Uma realidade que Paulo Carvalho quer alterar durante o mandato que agora inicia.
Por Paula Brito em 01 de Oct de 2018

Em entrevista à RCB, Paulo Carvalho admite que a cherovia tem sido mais promovida e justifica o papel secundário do pastel de molho da Covilhã.

“Primeiro porque é o pastel e não há volta a dar, nós podemos inovar no recheio e nos molhos, mas fora disso não podemos. E a culpa disso é da Confraria, eu assumo, que tem promovido mais a cherovia, e eu dou-lhe o exemplo, quando vamos visitar confrarias por este país fora, só levamos cherovia, não levamos o pastel porque tem que ser consumido na altura, e todas essas condicionantes levam a que o pastel fique para segundo plano.”

Uma realidade que o novo presidente da confraria quer alterar no mandato que agora inicia.

“Esse é outro dos desafios que a confraria tem, o que é que nós podemos fazer com o pastel de molho. Estamos a pensar em ideias como um molho diferente, na feira de S. Tiago desafiámos uma senhora a fazer o recheio com cherovia, misturar a massa com a cherovia, ainda é tudo muito incipiente, mas é uma preocupação nossa, que eu espero dentro de um ano ter novidades.”

O pastel e molho da Covilhã está associado à história dos lanifícios, uma vez que era uma refeição rápida, nutritiva e quente, com o molho que se juntava na hora, para os operários do sector têxtil, num tempo em que eram pagos à produção, e não havia tempo a perder, numa cidade onde o frio faz apetecer uma refeição quente.


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