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SOCIEDADE
TORTOSENDO: ALUNOS REGRESSARAM À ESCOLA
Rádio Cova da Beira
Depois de uma semana de ausência, os 53 alunos da Escola Básica do Primeiro Ciclo do Largo da Feira, em Tortosendo, voltaram esta quarta-feira às salas de aula.
Por Paulo Pinheiro em 27 de Sep de 2018

Os pais tomaram a decisão para que os seus educandos não sejam prejudicados e não atinjam o limite de faltas, o que poderia condicionar todo o ano lectivo.

Os encarregados de educação prometem não baixar os braços na reivindicação da criação da quarta turma, considerando que a situação existente está desconforme a legislação, e têm, entre outros, o apoio da junta de freguesia do Tortosendo. O presidente da autarquia, em declarações à RCB, destaca a maturidade demonstrada pelos pais em todo o processo

“Os pais entenderam que, neste momento, as crianças não podem ficar prejudicadas por esta situação criada pelo Ministério da Educação e levaram as crianças para a escola e de uma forma simples estão a dar uma bofetada de luva branca ao Ministério da Educação. Há que sublinhar a forma cívica como os pais se têm manifestado em todo este processo”.

David Silva solicitou, por diversas vezes, uma reunião ao Secretário de Estado da Educação, João Costa, mas até agora sem qualquer resposta. Quem contactou o autarca foi a Delegada Regional de Educação do Centro, que admitiu que a lei não está a ser respeitada

“A Senhora Delegada tem uma frase que diz bem do não cumprimento do que está na lei. Aquela responsável afirma que bastava que um dos alunos do terceiro ano fosse integrado noutra turma para que não se verificasse qualquer desconformidade. Se escreve isto, é sinal que reconhece a existência do problema que os pais e a junta de freguesia têm feiro sentir junto do Secretário de Estados da Educação”, frisa.      

O assunto já é conhecimento da Comissão Parlamentar da Educação e Ciência e também de todos os grupos parlamentares da Assembleia da República. O presidente da junta do Tortosendo promete não calar a voz perante “esta injustiça”

“Não nos vamos calar. Estamos a acompanhar a reivindicação da comissão de pais e, se necessário, na próxima semana iremos à Assembleia da República no sentido de sermos recebidos pelos grupos parlamentares e Comissão de Educação e Ciência, já que da parte do Secretário de Estado da Educação não temos qualquer resposta. Na Assembleia da República, mostraremos a nossa indignação pelo facto de não estar a ser cumprida a legislação em vigor”, garante o autarca.

Os contactos vão continuar e os pais também já deram conhecimento da situação ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 


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