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Terça, 16 Out 2018
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SOCIEDADE
CHEROVIA: PRODUÇÃO NÃO CHEGA PARA AS ENCOMENDAS
Rádio Cova da Beira
A produção de cherovia na Cova da Beira aumentou mais de 200%, na última década, passando de seis para 20 toneladas, disse à RCB o presidente da Banda da Covilhã, que com a Desertuna e a CMC estão a organizar a décima primeira edição do Festival da Cherovia.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Sep de 2018

Apesar do incremento da produção, o patamar alcançado fica ainda muito longe das necessidades. Eduardo Cavaco garante que a região, única zona de Portugal onde a cherovia é trabalhada, não consegue responder às solicitações das grandes superfícies comerciais
“Ainda estamos aquém do que nos é solicitado. Tenho sido contactado por grandes superfícies que queriam muitas toneladas para alimentar o mercado de retalho nacional, mas isso não é possível e, muitas vezes, recorrem a Espanha em que o preço duplica ou triplica. Há um longo trabalho a fazer e penso que o Regadio Cova da Beira, uma vez que a Cherovia precisa de muita água, é um potencial para podermos dar cartas, criar empregos e criar um mercado que seja uma mais-valia económica para a região”, refere aquele responsável. 

A raiz, anterior à produção da batata, é no Norte da Europa um produto apreciado e que entra quase diariamente na casa de muitas famílias. Em Portugal, é na Cova da Beira que se produz Cherovia tendo, por isso, um carácter de curiosidade para o resto do país. O Festival da Cherovia, cuja edição de 2018 termina este domingo é um bom veículo para divulgar novas formas de cozinhar esta raiz.  De acordo com o presidente da Banda da Covilhã, o festival pretende continuar a assumir-se como um espaço de divulgação, dinamização, produção e partilha de um produto “que pode estar para a Covilhã como a cereja está para o Fundão”, defende. 


“Se quisermos que o Festival da Cherovia tenha uma dimensão superior temos que ter a capacidade e o engenho de ter uma equipa mais musculada que consiga congregar mais meios financeiros de forma a permitir chegar ao objectivo”, aponta Eduardo Cavaco.


Este ano, segundo a organização, o certame bateu todos os recordes tendo as condições climatéricas registadas ajudado, e muito, a alcançar este balanço “Chegámos perto das 50 mil pessoas que nos visitaram, o que ultrapassou os nossos objectivos, e isso traduziu-se num maior volume de negócio, mais movimento e mais promoção da “rainha da festa” e que incontornavelmente tornou a Covilhã como a capital da cherovia”, conclui Eduardo Cavaco.   


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