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Domingo, 21 Out 2018
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POLÍTICA
DESAFIO LANÇADO
Rádio Cova da Beira
Jorge Gomes desafia o vereador do movimento “De Novo Covilhã” a encabeçar a lista de candidatos a deputados pelo partido “Aliança” no distrito de Castelo Branco nas eleições legislativas do próximo ano. Um repto que foi lançado pelo vereador socialista na última reunião pública do executivo covilhanense.
Por Nuno Miguel em 23 de Sep de 2018

“Permita-me o senhor vereador que o felicite nesta nova jornada política, desta feita na qualidade de militante de primeira hora da nova formação política denominada «Aliança». Sendo o senhor um político com prestígio, experiente e corajoso e que conhece bem a região pelos cargos que já exerceu não serão necessários grandes dotes premonitórios, acredito que em futuras eleições para a assembleia da república estamos na presença de um possível novo candidato a deputado pelo nosso distrito que seguramente e empenhadamente irá defender os interesses do nosso concelho. Lanço-lhe este repto; candidate-se a deputado pelo partido «Aliança» no distrito de Castelo Branco”.

 

Durante a reunião do executivo, o assunto não mereceu qualquer comentário por parte de Carlos Pinto. Questionado sobre o assunto no final o vereador da oposição é peremptório “a «Aliança» ainda nem sequer existe como partido politico e portanto isso é uma matéria que não está na agenda. Quando for legalizado e tiver a sua máquina a funcionar sei lá quem é que vão ser candidatos a deputados. Isso depende de vontades, de uma organização e de uma visão nacional e eu não quero ir por esse caminho”. 

 

Ainda assim, Carlos Pinto afirma que decidiu integrar esta nova força política, cujo processo de formalização foi esta semana entregue no tribunal constitucional, com o mesmo espírito de há 44 anos quando se inscreveu no então PPD “para mim tem o mesmo quadro de afecto e de ânimo que teve quando há muitos anos e eu me inscrevi. Eu acho que a «Aliança» vai ter o papel que o povo lhe queira dar mas nasce com os pressupostos do sucesso a meu ver. Estamos num período histórico da democracia portuguesa em que se impunha o aparecimento de uma nova força política porque há uma parte do eleitorado que não está a ter resposta dos actuais partidos e também não vale a pena esconder que nasce de uma degradação de direcção política da parte do partido em que eu militava”

 

Carlos Pinto admite ainda que a sua integração neste novo projecto político veio suspender a criação da associação cívica “De Novo Covilhã”, que foi anunciada depois das últimas eleições autárquicas “suspendemos essa iniciativa com o facto de ter sido criada a «Aliança» e eu entendi que valia a pena fazer este compasso de espera e dai a razão de a escritura ainda não ter sido celebrada”.  


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