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Quarta, 26 Set 2018
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POLÍTICA
CAPINHA: ASSEMBLEIA DE FREGUESIA RECORRE AO MINISTÉRIO PÚBLICO
Rádio Cova da Beira
A assembleia de freguesia da Capinha aprovou por maioria uma proposta do executivo para que seja enviada uma participação ao ministério público a propósito de uma casa que alegadamente terá sido doada à autarquia em Agosto do ano passado. Posteriormente o anterior executivo terá cedido essa mesma casa a uma habitante da aldeia sem que tenha existido nenhuma deliberação da assembleia sobre a aceitação da doação ou posterior cedência.
Por Nuno Miguel em 14 de Sep de 2018
De acordo com Vítor Fernandes o actual executivo foi apanhado de surpresa quando recentemente foi confrontado com o caso pelos herdeiros originais do imóvel “fomos surpreendidos agora em Agosto quando cá estiveram os herdeiros e que deixaram essa declaração na junta porque nós não encontrámos documentos nenhuns. Estamos a tentar pedir informações. A casa já se encontra na posse de outra senhora que me disse que o presidente do antigo executivo lha tinha cedido. Vamos analisar toda a documentação para apurar o que é verdade e a assembleia é soberana decidiu remeter a situação para o ministério público. Se houver alguma ilegalidade nós queremos que a verdade seja reposta”. 
Também no mês de Agosto a autarquia teve de liquidar mais de 1600 euros de dívidas ao fisco, relacionadas com atrasos no pagamento de portagens por parte do anterior executivo “tínhamos liquidado todas as dívidas às finanças, mais de quatro mil euros, para não andarmos a pagar juros. E agora ficámos surpreendidos quando recebemos mais três processos das finanças de 1640 euros de portagens que não foram pagas. Se o assunto tivesse sido resolvido na altura com 200 euros tinham pago tudo. Neste momento esse valor também já está liquidado, a nossa gestão tem sido muito rigorosa, temos cortado em muita coisa mas há coisas que temos de as fazer. Nós temos estado a pagar aos poucos para evitar que os processos entrem em tribunal porque quando isso acontece torna-se muito mais difícil”.   
Desde que tomou posso, o actual executivo já liquidou cerca de 25 mil euros de dívidas deixadas pela anterior junta mas o presidente da autarquia da Capinha admite que a situação financeira é ainda muito delicada, uma vez o valor total da dívida ainda ascende aos 310 mil euros “se me perguntarem qual foi a obra que eles fizeram que pudesse justificar uma dívida destas, a única obra que é visível é a questão da calçada onde foram investidos 32 mil euros e essa situação vai ser resolvida até final deste ano em parceria com a câmara. Das nossas poucas migalhas já conseguimos amortizar um pouco mais de 25 mil euros mas ainda temos o problema da segurança social porque estamos a pagar 170 euros por mês só de juros e a amortizar todos os planos que vinham de trás. Temos que tentar encontrar uma outra solução porque isso limita-nos bastante a nossa acção”. 
No período de intervenção do público, o anterior presidente da junta da Capinha usou da palavra e garantiu que a autarquia nunca aceitou a doação da casa uma vez que o processo de habilitação de herdeiros não estava finalizado. Questionado no final pela RCB, Rogério Palmeiro não quis fazer mais comentários sobre o assunto.

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