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SOCIEDADE
DESEMPREGO: NÚMEROS ESTÃO A BAIXAR NA BEIRA INTERIOR
Rádio Cova da Beira
O coordenador do observatório para o desenvolvimento económico e social da universidade da Beira Interior considera que os números do desemprego da região estão a acompanhar a tendência de diminuição que se tem verificado a nível nacional.
Por Nuno Miguel em 11 de Sep de 2018

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De acordo com os dados mais recentes apresentados pelo instituto de emprego e formação profissional, 2018 está a revelar ser o ano com menor número de desempregados deste 2004. Uma tendência que a Beira Interior também está a seguir “nós temos taxas de desemprego relativamente baixas no interior. Lembro-me que na Covilhã se chegou a falar em quase cinco mil desempregados e hoje esse número não chega aos dois mil e ao nível dos concelhos menos urbanos há situações quase de pleno emprego. Claro que isso não significa que tenha existido uma grande criação de emprego mas porque as pessoas que residem nesses concelhos tem tendência a transferir-se para s capitais de distrito, para o litoral ou até mesmo para o exterior e por isso desaparecem das estatísticas desses concelhos e acabam por depois aparecer nos dados da Covilhã, Fundão, Castelo Branco, Guarda ou Viseu. Mas ainda assim há uma melhoria significativa ao nível do mercado de trabalho”.
Apesar de reconhecer melhorias ao nível do mercado de trabalho em toda a Beira Interior, Pires Manso considera que há ainda indicadores preocupantes como os baixos salários ou os contratos a prazo “há um ou outro sector que se tem instalado, que tem criado algum emprego e que até tem algum potencial ao nível dos salários que paga mas infelizmente muito do emprego criado no interior é precário. São contratos a prazo ou são «call centers» com um nível salarial relativamente baixo. Algumas dessas empresas são multinacionais e acaba por ser uma tentação porque conseguem aqui recrutar pessoas a quem pagam 25 ou 30 por cento menos do que pagariam nos seus países de origem e possivelmente com outro tipo de exigências que aqui não lhes fazem”. 

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