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Domingo, 21 Out 2018
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POLÍTICA
“DISPUTAR AS ELEIÇÕES TACO A TACO”
Rádio Cova da Beira
Rui Rio mostra-se convicto de que o PSD reúne todas as condições para disputar as próximas eleições legislativas com o Partido Socialista. Em visita a Castelo Branco, onde presidiu à cerimónia de inauguração da nova sede distrital, o líder social democrata afirma que até à realização do acto eleitoral o PSD vai manter uma postura de estado sem esquecer a denúncia de todos os aspectos negativos da actual governação.
Por Nuno Miguel em 11 de Sep de 2018
“O PSD tem condições de disputar taco a taco as eleições em Outubro de 2019 com PS. Enquanto oposição temos de ser responsáveis por aquilo que é do interesse nacional, e ai com abertura ao diálogo mas depois ser implacável na posição de cada vez que o governo falha e fazê-lo da forma certa e no tempo oportuno”. 
Mas nesta deslocação ao distrito, Rui Rio apontou também já baterias para as eleições autárquicas de 2021 “desde 2005 até 2017 perdemos mandatos em todos os anos que houve eleições. O seguinte foi sempre pior que o anterior. E nós não podemos olhar para as autárquicas de 2021 em Dezembro de 2020 para arranjar um candidato qualquer e dizer ao povo «temos aqui o nosso, votem nele». Temos de trabalhar até lá e esse trabalho compete, em parte às distritais, mas particularmente concelhia a concelhia principalmente naquelas onde somos oposição”. 
Para além da inauguração na nova sede do PSD em Castelo Branco, a cerimónia ficou ainda marcada pela tomada de posse dos novos órgãos da comissão política distrital e onde Manuel Frexes pediu o apoio do líder social democrata em concretizar verdadeiras políticas para o desenvolvimento da região uma vez que todos os diagnósticos estão feitos “estamos cansados de estudos, de diagnósticos, de unidades de missão e de promessas adiadas. Estamos fartos de políticas de fachada, de iniciativas de faz de conta, dos truques e malabarismos com que o governo socialista ilude os portugueses. Precisamos de um plano de acção. Um plano que implemente as medidas susceptíveis de alterar o actual estado de coisas em que o nosso distrito se debate com problemas graves ao nível do despovoamento e do envelhecimento. E precisamos desse plano de acção com urgência. Hoje essas medidas estão identificadas. O movimento pelo interior e outras entidades já enumeraram muitas delas. Precisamos de vontade política que implemente as medidas radicais que defendemos para alterar esta situação”.       
O líder da distrital do PSD acusa o governo de continuar a tratar os territórios do interior como o parente pobre do país “deixo como exemplo o apoio aos passes sociais. Não temos nada contra essa medida. Acho que ela é boa e que deve ser implementada. Mas o país é só Lisboa? E o distrito de Castelo Branco? Nós também temos graves problemas de mobilidade, designadamente as portagens que são um forte entrave económico e familiar do nosso distrito. Se há 100 milhões de euros para apoiar o Metro, a Carris e os STCP então terá de haver 100 milhões para apoiar o interior, minorando ou mesmo abolindo as portagens nas auto estradas da coesão”.   
Manuel Frexes não poupou ainda nas críticas à situação de subfinanciamento em que vivem a universidade da Beira Interior e o instituto politécnico de Castelo Branco “ambas tem aumentado o seu número de alunos, coisa rara. O IPCB já tem cerca de 500 alunos estrangeiros e a UBI já tem mais de 1100 alunos. Qual é a resposta do poder central a esta realidade? Menos financiamento. Parece que quando as instituições do interior conseguem mostrar serviço, imediatamente o centralismo cria renovadas dificuldades. Informou-me o reitor da UBI que o défice do próximo orçamento será de quatro milhões de euros. Isto para financiar decisões do próprio governo socialista como as actualizações salariais e o descongelamento de carreiras. Mas a universidade que se amanhe. Este governo do PS tem virado as costas à UBI e ao interior”.   
No final da sessão, Rui Rio não quis prestar mais quaisquer declarações, nomeadamente sobre o processo judicial intentado pela direcção nacional do PSD contra Marco Baptista, candidato à câmara da Covilhã nas eleições autárquicas do ano passado, por ter ultrapassado o valor financeiro definido para a campanha eleitoral.

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