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segunda, 26 set 2022
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CULTURA
COVILHÃ: MURAL DOS BOMBEIROS O MAIS APLAUDIDO
Rádio Cova da Beira
O mural de arte urbana que se encontra no quartel dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, realizado no âmbito da edição de 2018 do Festival “Wool”, foi o mais “aclamado” em Portugal e em vários outros países.
Por Paulo Pinheiro em 30 de Aug de 2018

A “pintura” dedicada aos bombeiros está inserida no festival de arte urbana “Wool”, uma iniciativa da empresa Formas Efémeras, em parceria com a Câmara Municipal da Covilhã e financiada pela Direcção-Geral das Artes.

 

Dos quatro trabalhos efetuados na edição deste ano, o mural exposto no quartel dos bombeiros voluntários foi o que gerou mais partilhas e comentários entre o público nacional e internacional em revistas, jornais e redes sociais.

Uma das responsáveis do festival, Lara Rodrigues, explica o porquê do sucesso deste trabalho

 

 “Tem uma mensagem que é uma homenagem, e a verdade é que eu acho que se homenageia muito pouco (os bombeiros), porque estão sempre cá. E a verdade é que mesmo depois do que aconteceu o ano passado, dos grandes incêndios, de mortes, não houve nenhuma homenagem, e esta realmente foi a primeira diferente que aconteceu. E eu acho que é uma das razões por esta ter viajado pelo mundo, para além de que é uma peça artística brilhante.”

 

Roc Blackblock foi o responsável pela criação do mural cujo êxito ultrapassou o território nacional. Em entrevista à RCB, uma das organizadoras do evento destaca o bom relacionamento com o criador espanhol e a sua vontade em participar no evento.

 

”Nós assim que lhe lançámos o desafio, ele começou logo a trabalhar, a lançar ideias, a mandar projectos e nós dissemos logo que ia ser maravilhoso. E a verdade é que ele veio, chegou e foi tratado como da família, como da casa. Não precisávamos de nos preocupar com ele, porque ele estava bem entregue. E portanto, acho que esta parede correu muito bem, a todos os níveis, tanto como peça artística como a mensagem que queríamos que passasse”, disse.

 

Estando o “núcleo duro” do projecto “Wool” sediado no município da Covilhã, os promotores pretendem que o festival se mantenha na cidade, que segundo Lara Rodrigues, é “perfeita” para este tipo de actividades.

“A verdade é que eu ainda não encontrei em Portugal nenhuma cidade com capacidade de fazer um circuito crescer como a Covilhã tem a nível geográfico, como a toponímia da cidade que permite o Wool crescer e pontuar mais o centro da cidade e ir-se alargando. Portanto, eu acho que tem muito para crescer.”

Quanto ao impacto do projecto, a responsável lamenta que a visibilidade seja maior fora do país, no entanto sublinha que cada vez mais as pessoas valorizam a arte urbana.

 ”Acho que já começa a haver uma sensibilidade para perceber o que é isto. Eu vou a muitas conferências lá fora e falam do festival, eu vou a conferências a Portugal e fala-se do festival. É impossível falar-se de arte urbana em Portugal e não se falar do que se passa aqui. Portanto, eu espero que o investimento aconteça, que seja reforçado e que depois aconteçam estas coisas que foi para isso que nós criámos o Wool, que as pessoas aproveitem aquilo que nós colocámos na cidade, que façam concertos à frente, visitas encenadas a usar aquilo que nós deixamos por cá.”

Lara Rodrigues garante que as iniciativas do projecto “Wool” não vão ficar por aqui e que já se estudam novas ideias e lugares covilhanenses para o próximo ano.

 

 

c/ Beatriz Cavaca 

 


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