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Sexta, 05 Mar 2021
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POL�TICA
“PROGRAMAS DEVEM SER ADAPTADOS ÀS REALIDADES DE CADA REGIÃO”
Rádio Cova da Beira
A presidente da Comissão e Coordenação da Região Centro considera que a proposta de descentralização de competências do estado para as autarquias deve ser muito mais do que a atribuição de novas competências acompanhadas da respectiva dotação financeira.
Por Nuno Miguel em 18 de Aug de 2018

Em deslocação à Guarda, onde participou numa conferência sobre essa matéria, Ana Abrunhosa sustenta que um dos grandes desafios é a forma como as autarquias se vão organizar para que essas novas competências possam dar resposta às necessidades sentidas pelos cidadãos “mais importante do que discutir as verbas é saber como é que nos vamos organizar. Se as regiões tiverem poder efectivo, os programas operacionais vão ser efectivamente adaptados às necessidades de cada região para que não continuam a existir programas iguais para o Norte, para o Centro ou para Lisboa porque, de facto, cada região tem especificidades diferentes. Mesmo dentro da mesma região temos de ter flexibilidade para ter medidas diferentes e temos de ter um especial carinho e cuidado para as regiões mais frágeis”. 

 

Para além desse desafio, Ana Abrunhosa sustenta ainda a necessidade de efectuar um trabalho de formação dos quadros das autarquias por forma a estarem melhor preparados para responder aos desafios “as autarquias tem equipas pequenas e geralmente é a mesma equipa que trata de tudo. Por isso o grande desafio é capacitar essas equipas e reforça-las por forma a conseguir dar resposta aos novos desafios. Isso não acontece só nas empresas. Muitas vezes ouvidos que as empresas tem falta de recursos humanos e que precisam de qualificar os que existem. Nesse sentido existe uma necessidade de trabalhar com as entidades que nos são próximas, como é o caso das instituições de ensino superior, até para os levar a dar uma resposta aos problemas que sentimos”.  

 

Nesta deslocação à região, a presidente da CCDR admitiu a existência de alguns atrasos na aprovação e financiamento de alguns projectos candidatados a apoios. Uma situação que fica a dever-se, diz Ana Abrunhosa, à enorme complexidade do actual quadro comunitário.

 


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