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Quarta, 26 Set 2018
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POLÍTICA
CDS/PP QUER CONHECER NECESSIDADES DO CHUCB
Rádio Cova da Beira
A comissão política distrital de Castelo Branco do CDS/PP questiona a administração do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira (CHUCB) sobre o número de enfermeiros contratados ou em vias de contratação.
Por Paulo Pinheiro em 15 de Aug de 2018

Os centristas pretendem ainda saber que tipo de resposta está a ser dada aos doentes em consulta e em lista de espera nas especialidades cirúrgicas e quais os critérios de distribuição dos doentes pelos serviços.

Na ausência em férias dos médicos e enfermeiros, a distrital do CDS/PP pretende ainda ser esclarecida acerca de como estão a ser utlizadas as salas de tratamento para os exames de diagnóstico, por exemplo à sala de urologia.

 

Questões que surgem na sequência da denúncia feita pelo Sindicato dos Enfermeiros dos Portugueses segundo o qual os doentes das especialidades cirúrgicas do CHUCB estavam a ser distribuídos por outros serviços do hospital “na prática, não passa de um encerramento encapotado", afirmou Guadalupe Simões, do SEP, em declarações ao jornal Público, que cita a agência Lusa.

Aquela responsável sublinhou que a denominada "reorganização" afecta as especialidades de oftalmologia, urologia e reumatologia.

Já o presidente do conselho de administração do CHUCB, João Casteleiro, garantiu não existir qualquer encerramento encapotado, mas sim uma "concentração de doentes" que visa promover "uma gestão adequada dos recursos", durante o período de verão.

 

"É absolutamente falso que tenhamos algum encerramento encapotado. O que estamos a fazer é gerir bem os recursos implementando uma medida que é seguida na Europa. Assim, tendo em conta que neste período de Verão temos necessariamente profissionais de férias e tendo também em consideração que a taxa de ocupação e a procura são mais reduzidas, optamos por concentrar os doentes num serviço, sem que a resposta seja posta em causa".

 

Salientando que "não faria sentido ter enfermarias abertas apenas com três ou quatro doentes", João Casteleiro também sublinhou que "todos os serviços estão garantidos" e que "se for necessário serão abertas mais camas, sem qualquer problema".

 

Guadalupe Simões considerou que as referidas alterações mostram que o SEP tinha razão quando, por mais do que uma vez, alertou para "a situação caótica que se vive no hospital, pela ausência de autorização para contratar profissionais".

 

Já a distrital do CSS/PP destaca o facto de na mesma semana em que o CHCB recebe a designação de Hospital Universitário, a população vê-se confrontada “com o encerramento de serviços e com serviços de elevada especialidade assegurados por clínicos de outras especialidades em substituição, como é o caso de um médico ginecologista que assegurou o serviço de cuidados intensivos”, aponta.

Em comunicado, os centristas defendem que a distribuição de doentes por vagas em camas de outros serviços “não satisfaz as necessidades dos doentes e não assegura a qualidade exigida na prestação de cuidados”.

 

“O encerramento não pode e não deve ser considerado como uma mera reorganização dos serviços atendendo à época do ano. O verão não elimina doentes e utentes na lista de espera e não altera diagnósticos, muitas das vezes de elevada gravidade e complexidade (atenda-se por exemplo às neoplasias urológicas)”, salienta a comissão política distrital.

Nesta especialidade, o CDS diz não compreender, e atendendo à especificidade do serviço e à escassez de resposta na nossa região, a não abertura de vaga de urologia.

 


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