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Quinta, 15 Nov 2018
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CULTURA
PAÚL: CONCERTO INÉDITO FOI “UM ÊXITO”
Rádio Cova da Beira
“Surpreendente, fantástico globalizante, multidisciplinar. Um êxito!”. Alguns dos adjectivos utilizados pela organização, participantes e população para classificar o espectáculo “Água Fonte de Amor e de Vida”, que decorreu no Largo da Praça, no Paúl, no passado sábado.
Por Paulo Pinheiro em 14 de Aug de 2018

Inserido nas comemorações dos 80 anos do Rancho Folclórico e dos 40 da Casa do Povo, “Água Fonte de Amor e de Vida” fez a simbiose entre o tradicional e o moderno, num casamento de conveniência apadrinhado pela água e pela sonoridade única do “Rodízio”, criação de Bitocas Fernandes constituída por diversos artefactos.

Uma das mentoras do projecto, Leonor Narciso, realça a facilidade dos vários elementos na relação com o encenador, Bitocas Fernandes, e destaca o desafio árduo para realizar o espectáculo

 “Foi um grande desafio, embora os elementos da Casa do Povo estejam com alguma experiência a nível de espontaneidade e improvisação, mas este espectáculo foi um desafio na medida em que quisemos fazer um espectáculo global. E teve resultados positivos”, refere aquela responsável concluindo que o balaço “é muito positivo”.

Um dos espectadores, o presidente da Assembleia de freguesias do Paul, Luís Vale, é vigoroso quando destaca a qualidade da iniciativa, razão pela qual a população paulense deve sentir-se orgulhosa da sua Casa do Povo

“Hoje é daqueles dias em que julgo que a maior parte da população saiu com a alma mais cheia. Acho que a Casa do Povo apresentou um espectáculo de enormíssima qualidade.”

O membro da federação do folclore português, José Luís Adriano, partilha da opinião do autarca, e defende que o espectáculo “Água Fonte de Amor e de Vida” é a visão do que foi, aquando do nascimento da Casa do Povo, e do que é actualmente a cultura na vila do Paul

“O que aqui assistimos foi, por um lado, mostrar o que era o Paul nos anos 30, e fundamentalmente, mostrar a capacidade que as pessoas do Paul têm, nos anos 20 deste século XXI para produzir para o futuro. Isto significa que a cultura não é morta, é algo em movimento”, conclui.

A ligação com a contemporaneidade ficou a cargo do grupo de ginástica acrobática Wordlwidegym, que segundo um dos seus membros, Fábio Barata, foi um objectivo cumprido e que mereceu felicitações por parte do público presente

“Penso que tenha funcionado, o objectivo era dar um toque moderno ao espectáculo em si, e acho que conseguimos alcançar isso. No final da actuação recebemos bastantes congratulações do público”, afirma.

O presidente da Casa do Povo do Paul, Cristóvão Galvão, evidencia que o evento correspondeu às expectativas, tal como as outras actividades realizadas ao longo do ano

“Correspondeu muito às expectativas, já nas outras actividades de comemorações eu dizia que o caminho faz-se caminhando, e na altura o público não aderia muito. Como dizia primeiro vai estranhar, depois entranha-se, e aqui foi a prova que o público entranhou-se nos nossos espectáculos”.

O encenador do espectáculo, Bitocas Fernandes, destaca uma das particularidades do evento, que provoca emoções do início ao fim

 “Apesar do espectáculo ter acabado, continuam as emoções do percurso. Porque não é só o espectáculo, mas todo o processo de construção, de criação que cria aproximações, interacções e descobertas entre as pessoas. Este teve a particularidade da redescoberta do contexto original que deu o folclore, que é o encontro entre pessoas de vários sítios.”

Bitocas Fernandes ao longo de toda produção cria sons a partir de um estranho instrumento musical denominado “Rodízio”. Dentro do tanque do chafariz da praça, saíam sons únicos de objectos como bidões cheios de água, tachos, pedras, regadores, cordas de estender roupa, tubos de canalizações, rodas de bicicletas, sinos, arcos de ferro, alguidares e muitos outros.

Durante mais de duas horas, foram vários os momentos que são para recordar do espectáculo “Água Fonte Amor e de Vida”, desde a preocupação ambiental, à importância da água na sociedade contemporânea e o regresso ao passado com o arranjo sonoro da canção “Senhora das Dores”. O evento contou também com o “silêncio de ouro” do público, “sinal de maturidade”, acentua um dos membros da organização.  

 

c/ Beatriz Cavaca e João C.


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