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POLÍTICA
TODOS SABIAM E TODOS FECHARAM OS OLHOS
Rádio Cova da Beira
Em Penamacor, todos sabiam e todos fecharam os olhos à incompatibilidade de Ilidia Cruchinho enquanto desempenhou o cargo de vereadora na câmara de Penamacor ao mesmo tempo que a autarquia contratualizava contratos de obras com a empresa de familiares.
Por Paula Brito em 09 de Aug de 2018

 Em entrevista à RCB, Lopes Marcelo recorda a denúncia feita pelo Partido Socialista já em 2004, quando o PS era oposição na assembleia municipal, onde chegou a pedir a demissão da vereadora.

Quando, de 2005 a 2009, Lopes Marcelo presidiu à assembleia municipal pediu ao executivo, então liderado por Domingos Torrão, para solicitar um parecer à CCDR sobre o tema “mas nunca chegou a seguir para Coimbra”. Na altura, Lopes Marcelo alertou o então líder distrital do Partido Socialista, Joaquim Morão, que também nada fez.

Ou seja, todos sabiam e todos fecharam os olhos à ilegalidade, "claramente, a história é inequívoca, goste-se ou não se goste”, confirma Lopes Marcelo garantindo que “este assunto era conhecido do PS de Penamacor e do PS distrital.”

Confrontado com o facto de ele próprio ter fechado os olhos à ilegalidade, Lopes Marcelo diz que a reposição da legalidade foi um dos motivos que o levou a integrar o movimento “Penamacor no coração” nas últimas autárquicas uma vez que, a assembleia actual pode escrutinar o mandato cessante.

“O povo diz que mais vale tarde do que nunca, quando no Verão de 2017 integrei o movimento cívico foi para clarificar e resolver uma série de situações do mandato anterior, porque é isso que a lei permite.”

Motivações à parte, com a renúncia de Ilidia Cruchinho o caso está, para Lopes Marcelo, sanado "a partir da data em que o senhor presidente reconhece preto no branco que teve conhecimento da incompatibilidade da empresa que não podia apresentar-se a concurso (...) a partir do momento que a Dra. Ilidia Cruchinho optou por sair do executivo a situação da incompatibilidade da empresa concorrer está afastada. Ter sido nomeada chefe de gabinete, estando em exclusividade, não há qualquer ilegalidade.”


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