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SÓCIOS DA REALCIL PRESOS, MP INVESTIGA MORTE DO 3.º ARGUIDO
Rádio Cova da Beira
A notícia é avançada na edição desta semana do “Reconquista”. António Realinho e Fernando Miguel Pereira já estão a cumprir pena de prisão efectiva no estabelecimento prisional de Torres Novas. Entretanto o Ministério Público (MP) reabriu processo para averiguar circunstâncias da morte do terceiro arguido, o advogado, João Álvaro Dias.
Por Paula Brito em 09 de Aug de 2018

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Esgotados todos os recursos, a condenação de António Realinho e Fernando Miguel Dias, a quatro anos e meio de cadeia, por dois crimes de falsificação e um de burla, transitou em julgado no passado dia 5 de Julho.

O tribunal justificou a efectivação da pena devido “à gravidade dos factos, às consequências para as vítimas, repercussões que teve na localidade e o sentimento de impunidade que socialmente se faria sentir com uma suspensão de execução de penas num caso destes”, além da “forte necessidade de reprovação de actos desta natureza.”

Na base do processo está a utilização, por parte dos arguidos, de sentenças arbitrais falsas para fundamentar a transferência de uma moradia com terreno, em Castelo Branco, sem conhecimento dos legítimos proprietários e a custo zero.

 A vítima, Pedro Agapito, que se constituiu assistente no processo, pede uma indeminização de 300 mil euros. Terminada a parte criminal, o processo cível “vai avançar agora quando os tribunais reabrirem”, refere o lesado ao “Reconquista”.

Pedro Agapito considera que foi tarde “porque a justiça é morosa, mas fez-se justiça”. Ao semanário regional recorda o ano 2007, quando o puseram fora de casa, e lamenta que, tal como ele, não tivesse havido capacidade financeira para outras pessoas em Castelo Branco, na Carapalha, em Alcains, no Fundão, agirem judicialmente contra este comportamento “há uma frase no processo que diz que este é um roubo uma extorsão clara”. Para Pedro Agapito “foi importante estas pessoas explicarem em tribunal como é que aparecem no processo e como é que faziam a extorsão do património às pessoas.”

Para além de António Realinho, à data director executivo da Adraces, e de Fernando Miguel, empresário de Proença a Nova, era também arguido no processo o advogado João Álvaro Dias, que um mês depois de proferida a primeira decisão do colectivo, no dia de Natal, morreu numa herdade de luxo que tinha no concelho de Benavente, vítima de atropelamento e esmagamento contra uma árvore pelo próprio Rolls Royce. Uma morte ainda por confirmar já que o Ministério Público reabriu o processo para apurar se o advogado morreu mesmo ou encenou a própria morte.


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