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Sexta, 19 Out 2018
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SOCIEDADE
FALTA DE CASAS NO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
Fundão esgota casas para arrendar à centena de profissionais que escolheram a cidade para trabalhar e viver. De acordo com o jornal Expresso, durante os últimos quatro anos, a “capital da cereja” atraiu cerca de 600 programadores informáticos, depois de ter conseguido a atenção de multinacionais do sector.
Por Paulo Pinheiro em 08 de Aug de 2018

Algumas das empresas como a Altran, Logicalis e RedinessIT, que estão instaladas no Fundão, começaram a recrutar em Portugal e no estrangeiro, criando um problema “mas dos bons” para a cidade, como sublinha o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes.

Devido a estas “dores de crescimento”, são várias as obras em curso nas ruas da cidade, tais como na Rua José Germano da Cunha, que atravessa uma das zonas mais antigas do Fundão, e a Rua da Misericórdia, que acolhe 20 casas para o próximo ano, conforme prevê a Câmara Municipal. Para além disto, criou uma “bolsa de arrendamento” e concede benefícios fiscais a quem optar por colocar casas no mercado, especialmente no centro histórico.

Perante a procura de casas, Paulo Fernandes sublinha que “não estamos a inverter a tendência de quebra demográfica de que padecíamos há décadas mas, pelo menos, estabilizámos”, e apela a promotores imobiliários e construtores para que façam casas na cidade, para acolher as pessoas que estão a escolher a “capital da cereja” para trabalhar e viver.

Segundo o Expresso, devido há falta de casas, os que escolhem o Fundão só têm duas opções neste momento: ou se instalam nas cidades mais próximas (Covilhã e Castelo Branco) ou nas aldeias do perímetro do concelho, como Donas, Alpedrinha, Castelo Novo, Aldeia de Joanes, Souto da Casa, entre outras. Esta segunda opção está a ganhar mais força por jovens trabalhadores que já tenham filhos.

A responsável pelo acolhimento dos novos colaboradores da Altran, empresa do ramo tecnológico que mais pessoas recruta para a cidade, em declarações ao jornal considera que “já se sente alguma inflação nos preços do imobiliário local, mas que ainda assim, são valores comportáveis”. Refere que as últimas duas famílias que acolheu na empresa acabaram por se instalar na aldeia do Souto da Casa e Alcongosta.

 

c/ Beatriz Cavaca 


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