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Terça, 26 Mai 2020
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REITOR DIZ QUE MUDOU CLIMA ACADÉMICO NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
Ao fim de cinco anos à frente da UBI, António Fidalgo entende que a principal mudança foi cultural. Em entrevista à RCB, o reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) espera chegar aos 7.500 alunos no final deste ano civil, confirmando a tendência de aumento que se tem verificado nos últimos anos, quer de alunos portugueses quer estrangeiros.
Por Paula Brito em 31 de Jul de 2018
 “É uma meta, e temos vindo a atingir as metas, felizmente. No ano passado a UBI cresceu ao longo do ano civil 3.5%, terminámos o ano com 7.266 alunos, gostaríamos este ano de terminar com 7.500 alunos”. António Fidalgo espera ainda aumentar a percentagem de alunos estrangeiros “neste momento temos 15%, a ideia era manter e subir pouco a pouco, se aumentarmos 100 alunos seria muito bom.”

Confiante que a taxa de colocação de alunos na Universidade da Beira Interior vá ultrapassar de novo os 90%, António Fidalgo considera positivo o corte de 5% nas vagas das universidades de Lisboa e Porto para aumentar as vagas nos estabelecimentos de ensino superior do interior do país. No caso da UBI foram mais 62 vagas, 22 das quais para a reabertura do curso de engenharia e gestão industrial e as restantes distribuídas pelos cursos da UBI com maior procura. Apesar de positiva a medida tem um senão.

“Não há bela sem senão, nós estamos confiantes que vamos ter uma boa taxa de colocação no CNA, mas também sabemos que há instituições do país que tem taxas muito baixas, abaixo dos 50%, e estar a aumentar vagas e não serem preenchidas é algo preocupante.”

O reitor da UBI diz que tendência de diminuição de alunos no ensino superior, a confirmar-se no actual concurso nacional de acesso, não pode ser atribuída a esta medida mas sim ao grave problema demográfico que vive o país.

Há cinco anos à frente da Universidade da Beira Interior, António Fidalgo diz que a grande mudança foi cultural. O aumento do número de alunos estrangeiros e a abertura da universidade 24 horas por dia, sete dias por semana, transformaram o clima académico da Covilhã.

“Um clima que eu chamo de aquário do conhecimento, isto significa que o ambiente da cidade está todo virado para esta vivência universitária. Eu creio que o facto de termos tornado a universidade mais internacionalizada, com 1.100 alunos estrangeiros, tornou-a mais atractiva também para os estudantes nacionais.”

Uma atractividade que se tem verificado nos concursos nacionais de acesso e também no Mais Superior, a UBI é, segundo o reitor, a instituição de ensino superior do interior do país que mais tem usufruído destas bolsas destinadas a estudantes que venham de outras zonas do país.


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