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Sábado, 19 Out 2019
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CULTURA
“DO PRINCÍPIO AO FIM” CONTINUA EM DIGRESSÃO
Rádio Cova da Beira
O Teatro das Beiras continua em digressão com a peça “Do princípio ao fim”. Aldeia de Souto (Covilhã), a 2 de Agosto, é a próxima localidade a acolher a centésima produção do Teatro das Beiras.
Por Paulo Pinheiro em 30 de Jul de 2018

A nova produção estreou-se em finais de Junho e já se apresentou em vários locais da região, durante o mês de Julho.

 

Aldeia do Souto (2 de Agosto), Boidobra (4 de Agosto), Erada (6 de Agosto), Teixoso (10 de Agosto), Manteigas (11 de Agosto), Termas de Monfortinho (13 de Agosto), Unhais da Serra (17 de Agosto), Orjais (18 de Agosto), Barco (21 de Agosto), Vila do Carvalho (22 de Agosto), S. Jorge da Beira (24 de Agosto), Coêdo – Vila Real (26 de Agosto) e Coutada (30 de Agosto) é o calendário definido pela companhia

 

No concelho da Covilhã, as apresentações contam com o apoio da Câmara Municipal covilhanense e são realizadas em parceria com as Juntas de Freguesia.

 

“Do princípio do fim” é um espetáculo construído a partir da revisitação ao acervo dramatúrgico de Eduardo De Filippo, e está estruturado num guião que aborda os géneros comuns ao teatro musical e dramático de grande expressão popular nos teatros de bairro e cafés-teatro na Europa do pós-guerra.

 

A produção comporta uma identidade sustentada na história das artes de palco e propõe ao mesmo tempo uma leitura contemporânea e actualizada de uma dramaturgia que se inspira num teatro eminentemente social, de humor desconcertante, às vezes trágico e grotesco, estimulando o sentido crítico, insinuando uma mistura de desencanto e simultaneamente de esperança e expectativa na humanidade, capaz de impulsionar o homem a resistir às adversidades e continuar lutando pelos valores de dignidade que são lhe devidos.

 

Uma companhia de atores caídos em desgraça esperam ansiosamente “uma ajudazinha” das autoridades locais, por forma de suster o eminente e trágico fim que se anuncia. Fazendo jus às suas multidisciplinares capacidades artísticas, organizam uma récita onde se sucedem números musicais, folhetins radiofónicos, cinematógrafo e, claro, o drama a farsa e a comédia trágica de um quotidiano vivido nos limites do surreal, ainda que estimulante apesar de tudo. Na farsa “Perigosamente” bem ao estilo do popular teatro de bonecos, o habitual bastão com que se castigam as impertinências domésticas é substituído por um revólver que sistematicamente falha o alvo por milagre ou por manifesta falta de pontaria. No entanto esta estranha e absurda ação é uma mezinha certeira para a harmonia conjugal… No drama num ato que tem por título “Amizade”, um amigo visita um outro amigo que padece de uma enfermidade mental. Este, no seu delírio e não reconhecendo o velho amigo que de muito longe o veio visitar, e que muito se esforçou para satisfazer os últimos desejos do moribundo, acaba por confessar as infidelidades cometidas ao longo de anos de uma extravagante relação de amizade.

 

A peça tem textos de Eduardo De Filippo, tradução de Luís Nogueira e Gil Salgueiro Nave. A encenação é de Gil Salgueiro Nave, cenografia e figurinos de Luís Mouro e desenho de Luz de Fernando Sena. A direção musical pertence a Tiago Moreira e a interpretação de Nuno Geraldo, Roberto Jácome, Sílvia Morais, Tiago Moreira. A voz-off é de Fernando Landeira, a operação de luz e som de Jay Collin. A produção é de Celina Gonçalves

 

 


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