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Sexta, 05 Jun 2020
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POL�TICA
PROBLEMAS DO INTERIOR "NÃO SE RESOLVEM COM MEDIDAS AVULSO"
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes considera que não existe uma verdadeira política por parte do ministério da saúde no sentido de resolver o problema da falta de médicos no interior do país. No final de uma visita às instalações da unidade local de saúde da Guarda, o vice presidente do CDS/PP considera que não é com medidas avulso, como a atribuição de incentivos financeiros, que o problema vai ser resolvido.
Por Nuno Miguel em 29 de Jul de 2018
“A atracção de qualquer profissional de saúde para o interior ou em qualquer outra área só pode ser feita se a vida na região for atractiva. Por isso a adopção de incentivos avulso, circunstanciais, podem mitigar o problema mas nunca são de modo a convencer profissionais a instalarem-se aqui. O problema do interior é muito mais vasto do que esses meros subsídios e por isso tem sido nosso entendimento que esta região deve ter um estatuto próprio para resolver o problema mais grave que enfrenta que é a desertificação”. 
Uma falta de estratégia que também passa pela falta de condições para o desenvolvimento económico. Não basta criar incentivos para que mais empresas se fixem no interior. São também precisas medidas de discriminação positiva para apoiar as que já estão sediadas na região “é importante baixar significativamente o IRC para as empresas que já estão aqui a laborar. Não é só daquelas que venham para cá. As que cá estão apostaram no interior e vivem com isso. Queremos atrair quem ainda cá não está mas também temos de manter aqueles que apostaram nesta região e que não podem ficar numa situação de desvantagem competitiva”.
O também vereador do CDS/PP na câmara municipal da Covilhã considera que ou a região consegue ganhar escala em termos territoriais ou então as dificuldades vão ser ainda mais acentuadas no futuro “ou nós ganhamos escala como uma grande região que somos e conseguimos captar mais recursos ou então teremos muitas dificuldades se os concelhos continuarem a competir uns contra os outros. Aqui na zona da Beira Interior temos Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda. Juntos temos uma centralidade que não há em mais lado nenhum no interior do país e esse centralidade podia ser potenciada se não houvesse esta concorrência e isso também tem a ver, culpa dos políticos e dos partidos, em que um município olha para o concelho vizinho e quer ter o mesmo que o outro tem quando provavelmente aquilo que se deveria querer era algo complementar para se poder usufruir de tudo”.   
Já em relação à abolição das portagens na A 23, Adolfo Mesquita Nunes considera pouco produtivo continuar a ter essa discussão enquanto não existirem decisões concretas do governo sobre o assunto. Nesta deslocação à região o vice presidente do CDS/PP considerou ainda que as comunidades intermunicipais continuam a ser um instrumento pouco aproveitado porque continuam a funcionar como uma espécie de tratado de Tordesilhas entre o PS e o PSD.

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