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Segunda, 14 Out 2019
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POLÍTICA
GOVERNO FAZ CRER QUE ANDA MAS NÃO ANDA
Rádio Cova da Beira
Frenesim de anúncios do governo e emaranhado de siglas com medidas para o interior, que já constam de outros programas, só serve a agenda político mediática. Considera a CGTP que na última reunião do conselho consultivo apresentou as 40 novas propostas para combater as assimetrias e desenvolver o interior.
Por Paula Brito em 28 de Jul de 2018

 Luís Garra, coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco e representante da CGTP no Conselho Consultivo da Unidade de Missão Para a Valorização do Interior (UMVI), diz que com este frenesim o governo está a fazer crer que anda mas não anda: “Aquilo que está a acontecer é que escondendo-se atrás de várias siglas anda a anunciar um conjunto de medidas, que muda o nome e a forma, mas são as mesmas, e o que importa verificar é se essas medidas estão a ter impacto ou não no território”.

Para Luís Garra o grande problema do interior é a falta de oportunidades e os baixos rendimentos que criam desigualdades e não fixam pessoas: “A primeira condição é valorizar os salários, que desde 2009 não são mexidos. É valorizar os salários e as carreiras e dando boas condições ao nível cultural, educativo, da saúde e com certeza as pessoas vêm.”

As portagens é outro obstáculo ao desenvolvimento do interior que as medidas apresentadas não vem resolver. “É um verdadeiro estrangulamento à actividade económica e à fixação de pessoas. Quer dizer, trazem funcionários públicos com dois dias de férias a mais, e para irem ver a família cortam-lhes uma fatia muito grande do seu rendimento, com o pagamento de portagens.”

Assim, a abolição de portagens, a reposição de freguesias, a regionalização, a revisão do Plano nacional para a Coesão territorial centrado no investimento produtivo e emprego seguro, são algumas das propostas apresentadas.

 

 

 

 


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