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Quinta, 17 Out 2019
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POL√ćTICA
INTERIOR À MESA DO DEBATE
Rádio Cova da Beira
O programa de valoriza√ß√£o do interior aprovado em conselho de ministros extraordin√°rio, em Pampilhosa da Serra, foi um dos temas do debate promovido pela RCB no programa ¬ďFlagrante Directo¬Ē do passado fim de semana. Medidas irris√≥rias para o PSD, superficiais na voz do CDS, desgarradas, entende a CDU, quanto ao PS souberam a pouco.
Por Paula Brito em 25 de Jul de 2018
 

Governo veio à Pampilhosa da Serra anunciar medidas para o interior sem prestar contas do que já foi feito na primeira versão do programa de valorização do interior. A ideia deixada por Hugo Lopes, do PSD da Covilhã, no debate promovido pela RCB. “Em primeiro lugar, antes de pensarmos sobre as medidas aprovadas, devíamos questionar-nos sobre o que é que foi já executado no Programa Nacional para a coesão territorial, porque o governo diz que já aplicou quase a totalidade das medidas mas continuamos sem saber quantos médicos vieram para o interior do país ao abrigo do programa…”.

Para Marco Gabriel, da CDU, o ponto fulcral do desenvolvimento do interior do país está na regionalização como única forma de “descentralização efectiva de meios”. Em relação às medidas anunciadas em Pampilhosa da Serra, Marco Gabriel utiliza um adágio popular para as classificar. “É pior a emenda que o soneto, quando nós dizemos que agora os funcionários da administração pública podem vir para interior e têm benefícios por causa disso, é pior a emenda que o soneto porque as pessoas que já cá estão, aqui constituíram a sua família, questionam-se porque é que não têm os mesmos benefícios. A questão central é dotarmos estas regiões de investimento do país, visto como um todo”.

Marco Gabriel diz que a realização de um referendo sobre a regionalização só vai servir para adiar o problema como aconteceu em 1998.

Hélio Fazendeiro do Partido Socialista partilha da opinião da necessidade da regionalização como verdadeira forma de encarar o problema do interior mas entende que o tema deve ser referendado para legitimar qualquer governo que venha a ser eleito. Quanto às medidas anunciadas em Pampilhosa da Serra são bem-vindas mas sabem a pouco, “eu quero saudar as medidas deste governo mas quero dizer com toda a frontalidade que são poucas. Nós saudámos a redução de 15% das portagens, mas é pouco, saudámos a redução de 30% para todos os transportes de mercadorias pesados ou ligeiros, mas é pouco”.

Nuno Reis, do CDS-PP, diz que o problema do interior não se resolve por decreto, é da opinião que deve ser uma causa nacional, e classifica de “muito superficiais” as medidas anunciadas em Pampilhosa da Serra “que não vão à raiz fundamental do problema. Nenhum problema destes se resolve com decreto. Vai resolver estes problemas de uma forma simples, clara e transparência que é envolver Portugal na sua totalidade sobre o problema dramático que é a interioridade”.


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