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Quarta, 23 Out 2019
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POLÍTICA
BE ACUSA CMC DE NÃO RESPEITAR OPOSIÇÃO
Rádio Cova da Beira
A concelhia da Covilhã do Bloco de Esquerda acusa a câmara municipal de falta de respeito para com o trabalho que é desenvolvido pela oposição. A afirmação feita numa conferência de imprensa em que foi feito o balanço das actividades realizadas pelo BE naquele concelho depois das últimas eleições autárquicas.
Por Nuno Miguel em 22 de Jul de 2018
De acordo com Rui Lino, dirigente daquela força partidária, ao longo deste mandato já foram enviadas mais de uma dezena de questões ao município sobre vários assuntos, como a requalificação do teatro municipal ou do parque escolar, e até agora sem qualquer resposta “temos assistido a uma cada vez maior prepotência e arrogância por parte desta câmara. Há uma sintomática falta de respeito para com o Bloco de Esquerda e para com a população deste concelho, que é espelhada pela ausência de respostas a várias questões que colocámos. Até à data quer o núcleo da Covilhã quer o nosso grupo parlamentar na assembleia da república já remeteu mais de uma dezena de perguntas à câmara. A nenhuma obtivemos resposta. Nem uma. Isso mostra bem a falta de respeito pelo estatuto de oposição que esta câmara tem”.   
O Bloco de Esquerda não poupa ainda nas críticas à opção seguida pelo executivo em ter aumentado os preços da água “consideramos que não foi uma manobra séria fazerem campanha política vangloriando-se da diminuição dos preços da água e dois meses depois de terem ganho as eleições com uma maioria absoluta aumentaram novamente os preços sem se perceberem muito bem os motivos. Por isso os covilhanenses podem desde já contar que uns meses antes das próximas eleições a câmara da Covilhã vão voltar a descer para, caso o PS se mantenha na câmara, voltarem depois a ser aumentados”.    
Mas para além das críticas ao PS, Rui Lino deixou também alguns reparos à acção dos vereadores do movimento “De Novo Covilhã” e do CDS/PP “tanto Carlos Pinto como Adolfo Mesquita Nunes fazem a sua acção política a partir de Lisboa e banalizam o estatuto da oposição fazendo um show político que na prática em nada contribui para melhorar o nosso município. Temos a noção que os problemas da Covilhã são diários e reais e precisam de um acompanhamento constante e sério como o que o Bloco de Esquerda tem feito”.  
No balanço da actividade desenvolvida, o Bloco de Esquerda destaca o périplo feito pelos estabelecimentos escolares que permitiram identificar várias lacunas, diversas preocupações evidenciadas na área da saúde e anunciou a realização de um roteiro pelo movimento associativo, que vai decorrer nos próximos meses. Nuno Pinto, dirigente da concelhia da Covilhã sublinha que há várias situações que preocupam o BE, como os casos de associações que venceram projectos no orçamento participativo e que, até à data, não foram concretizados “temos o caso da associação «Instinto» que faz um trabalho que devia ser feito pela autarquia e que já venceu dois projectos no orçamento participativo e que aguarda que se cumpram, sendo que por parte da câmara não há qualquer resposta. Também acompanhamos o caso dos Leões da Floresta, a propósito do licenciamento da sede que também venceu um projecto no orçamento participativo, e agora a câmara vem dizer que algumas dessas verbas têm de ser devolvidas para que seja o município a efectuar as obras”.  
Mesmo sem ter alcançado a eleição um vereador para o executivo ou de representantes na assembleia municipal da Covilhã, o Bloco de Esquerda garante que vai continuar a desenvolver uma acção de proximidade junto das populações, por forma a dar resposta aos problemas que vierem a ser identificados. 

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