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Sábado, 22 Set 2018
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POLÍTICA
ALTERAÇÃO DE DATA MOTIVA ACESA TROCA DE ARGUMENTOS
Rádio Cova da Beira
Ânimos exaltados na última reunião da assembleia da união de freguesias da Covilhã e do Canhoso. Tudo porque a reunião foi realizada já durante o mês de Julho quando a lei estabelece que as reuniões ordinárias do órgão devem decorrer nos meses de Abril, Junho, Setembro e Dezembro.
Por Nuno Miguel em 12 de Jul de 2018
O presidente da assembleia de freguesia chamou a si a responsabilidade pelo sucedido, apresentando como justificação o facto de vários elementos terem estado envolvidos na organização das marchas populares da Covilhã. Um argumento que não convenceu Sérgio Sousa, líder da bancada do CDS/PP “obviamente que esse argumento que foi apresentado não nos convence. Aliás toda a assembleia foi redundante uma vez que nós colocámos várias questões e depois não obtemos respostas, divaga-se bastante, mas aquilo que é objectivo e concreto não é minimamente abordado. Continuamos a ter uma junta em que se vai gerindo em prol de interesses pessoais e não em prol de todos os fregueses”.  
Já o eleito do PSD, Jorge Saraiva, sublinha que este tipo de decisões não pode ser tomada de forma arbitrária pelo presidente da assembleia de freguesia e sem ouvir os elementos que fazem parte do órgão “admitindo que os documentos estavam prontos em tempo oportuno a realização desta reunião acabou por decorrer já fora dos prazos. E admitindo aqui que a justificação seria porque havia vários elementos envolvidos em outras actividades, os cargos podem ser exercidos em substituição e haveria quem o pudesse fazer”. 
O momento de maior exaltação verificou-se depois da apresentação de um requerimento, por parte de cinco elementos da oposição, onde era solicitada a alteração da ordem de trabalhos para que a reunião tivesse carácter extraordinário. Embora não tendo subscrito o documento, José Alçada, da bancada do movimento “De Novo Covilhã e Canhoso” teve uma acesa troca de argumentos com Miguel Rebelo. No final da reunião o eleito explicou à RCB os motivos do seu descontentamento “eu não subscrevi o requerimento porque não me identificava com alguns pontos dele mas tive que vincar a minha opinião de que o presidente da assembleia está dependente dos eleitos. Como tal não pode ser por auto recreação dele, e fiz-lhe ver isso mesmo, que tem de informar previamente se vai alterar a data de uma assembleia de freguesia que é obrigatória por lei e saber se, da parte deles, há ou não alguma objecção”.  
Já o eleito da CDU considera que a partir desta situação, o presidente da mesa deve assumir outro tipo de comportamento em relação aos eleitos da oposição. Quanto à escolha da data, Jorge Fael sublinha que “no plano legal havia uma irregularidade que ficou sanada com a convocatória e a realização da reunião. As pessoas nem sequer perceberiam esta tentativa de criação de um facto político, que seria artificializar uma questão que nada diz às pessoas. De qualquer forma o nosso apontamento foi no sentido de que a mesa se deve reger pelos princípios da legalidade e, do ponto de vista político, acho que daqui para a frente a mesa deve proceder de outra forma”. 
Apesar de na reunião ter chamado a si a responsabilidade pela escolha da data, no final Miguel Rebelo não quis prestar quaisquer declarações.

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