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S√°bado, 21 Jul 2018
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SOCIEDADE
APS RE√öNE CONGRESSO NA UBI
Rádio Cova da Beira
O presidente da associação portuguesa de sociologia lança um repto ao secretário de estado da educação no sentido de acabar com a precariedade que se faz sentir entre os profissionais daquela área. João Teixeira Lopes sublinha que chegou o momento de serem disponibilizados mais recursos financeiros para a contratação e abrindo a oportunidade as carreiras de investigação na área da sociologia.
Por Nuno Miguel em 12 de Jul de 2018
“É altura de exigir ao governo que forneça os adequados apoios financeiros para que as instituições possam contratar, abrindo sem mais demoras a carreira de investigador e rejuvenescendo os exauridos quadros docentes. É altura de clamar pelo cumprimento de promessas, pois a contratação de cinco mil doutores até ao final da legislatura permanece ainda no limbo das expectativas, tendo até ao momento sido celebrados apenas 71 contratos e indicados para regularização 65 docentes e igual número de investigadores. É uma gota no universo dos precários”.  
João Teixeira Lopes acrescenta que a associação portuguesa de sociologia vai continuar a pugnar por um país com maior equilíbrio territorial e promete não baixar os braços perante as dificuldades que tem surgido no caminho “os tempos que correm não tem sido fáceis mas as dificuldades esbarram na nossa vitalidade associativa. Importa, aqui e agora, reafirmar o compromisso de que a nossa associação vai pugnar por um país espacialmente justo e territorialmente equilibrado. Não teremos futuro com as actuais assimetrias. As desigualdades territoriais dobram as desigualdades sociais e ensombram as oportunidades”.
Na resposta, o secretário de estado da educação nada disse em relação ao combate à precariedade dos profissionais da sociologia, mas deixou um repto à associação no sentido de reforçar a presença deste tema nas escolas secundárias “importa que a sociologia esteja mais presente nas escolas. Nas conversas que fomos tendo eu desafiei a associação a fazer este trabalho de proximidade nas escolas e há um desafio que eu gostava muito que abraçassem que é o projecto «cientificamente provável» e onde convidámos as unidades de investigação portuguesas a apadrinharem bibliotecas escolas. Eu acho que pode ser uma ponte importante de aproximação entre as escolas secundárias e os nossos centros de investigação e é um caminho que já devia ter começado há muito tempo”. 
“Esfera pública, cidadania e qualidade da democracia no Portugal contemporâneo” é o mote para a realização deste congresso que termina esta quinta-feira no auditório das sessões solenes da UBI.

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