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Quarta, 21 Nov 2018
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POLÍTICA
AFIRMAÇÕES REVELAM “DESCONHECIMENTO DO QUE É A ESTRUTURA”
Rádio Cova da Beira
O presidente do conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira acusa o vereador do CDS/PP na autarquia covilhanense de não ter dignificado a acção política com as declarações que proferiu, na passada sexta-feira, a propósito do funcionamento daquela unidade de saúde.
Por Nuno Miguel em 11 de Jul de 2018

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Recorde-se que Adolfo Mesquita Nunes afirmou que, depois da decisão do governo em avançar para a implementação das 35 horas no sector da saúde, houve vários serviços onde o número de profissionais que já era insuficiente, ficaram em colapso. Ao mesmo tempo o vereador do CDS/PP referiu que a lista de espera na especialidade de oftalmologia já ronda os dois anos.
No âmbito da iniciativa “PS em Movimento” que decorreu na biblioteca municipal da Covilhã, João Casteleiro considera que este tipo de afirmações contribui para a descredibilização da classe política “há vereadores que dignificam a política e outros que quando são eleitos, mesmo que por poucos votos, são daqueles que levam a que desacreditemos naquilo que é o político. E digo isto não escudado pelo sítio onde estou mas por aquilo que ouvi na televisão e que revela um desconhecimento completo daquilo que é a estrutura. Uma coisa é nós estarmos a reivindicar ao senhor ministro a melhoria de condições para o interior e as dificuldades que existem. Outra coisa é negar aquilo que temos. E nós ouvimos falar coisas que são nitidamente mentira. Por exemplo falaram-se em listas de espera mas depois não se compararam. Tem que se analisar qual é a nossa realidade e qual é a realidade dos outros”.
Sem nunca citar directamente o nome de Adolfo Mesquita Nunes, o presidente do conselho de administração do CHCB não perdeu a oportunidade de enviar uma outra mensagem ao vereador do CDS/PP “nós temos um centro hospitalar com inúmeras falhas e defeitos e eu sou das pessoas que os conhece melhor. Mas não podemos negar a realidade. Numa instituição temos de saber oi que estamos a dizer. Não basta dizer que há baratas. Quem fala em baratas sabe que em sua casa provavelmente haverá mais baratas do que existem no hospital. Se a coisa mais importante que se tem de falar é de baratas, acho que está tudo dito daquilo que é a descredibilização da vida política de muitas pessoas”.   
De acordo com João Casteleiro o centro hospitalar é uma unidade que anualmente presta apoio na formação a 400 alunos na área da medicina, a 400 alunos na área da enfermagem, a 150 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e ainda a 50 médicos internos e mais 50 que ali realizam o seu ano comum. 

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