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Sábado, 21 Jul 2018
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SOCIEDADE
PROVEDOR DESAFIA JORGE COLAÇO
Rádio Cova da Beira
O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão desafia Jorge Colaço a avançar com uma candidatura nas eleições que deverão acontecer até final do ano na instituição. O pároco do Fundão tem sido a voz mais critica à gestão de Jorge Gaspar, e concretizou a ameaça deixada na última assembleia geral de impugnar a reunião de aprovação das contas no tribunal eclesiástico.
Por Paula Brito em 10 de Jul de 2018

O provedor não está preocupado com a situação e já decidiu que se vai candidatar ao terceiro mandato à frente da instituição. 

“A minha primeira vontade foi não me recandidatar, já cumpri a minha obrigação enquanto irmão da santa casa nestes dois mandatos, mas os projetos que temos para concluir leva-nos, não só a mim mas à mesa administrativa, a avançar com uma candidatura.” 

O provedor entende que devem ser os Irmãos da misericórdia a tomar a decisão sobre qual o caminho a seguir. 

“Quem entende que este não é o caminho deve candidatar-se, deve dar a cara, constituir uma lista, deve ir a votos e apresentar os seus projetos. É-me perfeitamente indiferente se é o Jorge Colaço ou qualquer outro irmão, respeitarei qualquer candidatura e respeito qualquer outra perspetiva, defendo a minha porque entendo que é a correta para a instituição mas se há irmãos que entendem que o seu projeto é melhor devem ir a votos e se os irmãos entenderem que é esse o melhor projeto, encantados da vida.” 

Recorde-se que na última assembleia geral, onde foram aprovadas as contas da instituição, Jorge Colaço ameaçou impugnar a assembleia, devido a irregularidades processuais, como o facto de os documentos não terem sido disponibilizados nos prazos previstos pelos estatutos e da ordem de trabalhos não estar conforme esses mesmos estatutos. Uma ameaça que acabou por concretizar com a entrega de um dossier no tribunal eclesiástico. Jorge Gaspar diz que a misericórdia não foi notificada nem informada dessa impugnação que não o preocupa. 

“Entendo que o tribunal eclesiástico nem sequer é o tribunal competente para a impugnação das deliberações da assembleia geral, dada a natureza destas deliberações o tribunal competente seria o civil e não o eclesiástico, de todo o modo, se deu entrada alguma impugnação a misericórdia ainda não foi notificada. Não me preocupa de todo, até tendo em conta os argumentos que foram invocados.” 

Apesar de entender que todos os Irmãos devem deixar a sua opinião e criticas na assembleia geral, o provedor entende que Jorge Colaço tem, com as suas intervenções, colocado em causa a santa casa e deixa um exemplo.  

“Não se afirma numa assembleia geral que a Santa Casa está falida quando a instituição está a negociar um financiamento de 3 milhões de euros para congregar todos os financiamentos que tem a taxas mais vantajosas, quando na mesma assembleia diz que afinal não entende nada disto e que não queria dizer que estava falida, está também a prejudicar a instituição ao nível da imagem.”

 


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