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Sábado, 21 Jul 2018
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CULTURA
“BASÁGUEDA, UM LIVRO DE ARQUEOLOGIA FONÉTICA”
Rádio Cova da Beira
Da autoria de Anselmo Cunha e Vitor Toscano, o livro “Baságueda” foi apresentado no sábado, dia 7 de Julho, pelo jornalista e director do “Jornal de Notícias” Afonso Camões no espaço do Jardim das Muralhas anexo à sede da Liga dos Combatentes, em Castelo Branco, perante cerca de duas centenas de pessoas.
Por Paulo Pinheiro em 10 de Jul de 2018

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Criado a partir dos textos publicados no blogue com o mesmo nome entre 2005 e 2006, o livro apresentado, foi por Afonso Camões considerado como uma “arqueologia fonética” que identifica os territórios atravessados pela Ribeira da Baságueda, no concelho de Penamacor, como espaços que, sendo de fronteiras, permitem o diálogo com diferentes pessoas, ora do mundo rural, ora dos autores enquanto pensadores e testemunhas de um tempo e de uma vida que vai desaparecendo, partilhada por todos ainda que de modos diferentes.

 

Segundo Anselmo Cunha, trata-se de uma obra que permite afirmar “a nossa diferença num tempo de tendências uniformizadoras, sob pena de passarmos a indiferenciados, identitária e culturalmente, para não nos tornarmos irrelevantes”.

Para Vitor Toscano, co-autor, o blogue e o livro “Baságueda”, que conta ainda com sugestivas ilustrações do artista Carlos Matos, têm somente a pretensão “de não deixar morrer o que nos parece que está desaparecendo. Porque toda a fala tem um território, uma geografia e um povo”.

A iniciativa cultural, que contou com o apoio das autarquias albicastrenses, Câmara Municipal e Junta de Freguesia, e do Orfeão de Castelo Branco, iniciou-se com um momento musical em que o jovem músico Dário Cunha, filho e sobrinho dos irmãos autores deste livro “Baságueda”, interpretou peças para piano de Zeca Afonso (“Vejam Bem!), o popular português “Alecrim, Alecrim” e ainda uma bonita obra do fundanense José Fontão, fundador e músico dos “Pedra D’Hera”, denominada “Também Quero Colinho!”

Trazendo para texto em livro os escritos de apenas dois anos da existência do blogue “Baságueda” – 2005 e 2006 -, e considerando que este suporte informático das preocupações etno-culturais dos irmãos Vitor e Anselmo Toscano já leva mais de treze anos de vida, será de esperar que novos livros com as “faladuras” saídas do “Baságueda” vejam a luz nos próximos tempos.

A Beira Baixa, o concelho de Penamacor e as freguesias que se identificam e vivem a Ribeira da Baságueda, bem como a cultura popular portuguesa, só têm que agradecer e reconhecer este meritório trabalho.

                                              

c/ FA

Foto: autores do livro. Vítor e Anselmo (das esquerda para a direita) 

 


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