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Segunda, 19 Nov 2018
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POLÍTICA
CMC: ABERTURA DE CONCURSO NÃO É CONSENSUAL
Rádio Cova da Beira
Os eleitos da oposição na câmara municipal da Covilhã mostram-se apreensivos com a abertura do concurso público para a requalificação do edifício da antiga esquadra da PSP daquela cidade, que vai ser transformado num novo centro de inovação e encubação empresarial.
Por Nuno Miguel em 10 de Jul de 2018
Embora se mostre favorável à recuperação patrimonial de edifícios históricos do concelho, o vereador do movimento “De Novo Covilhã”, Carlos Pinto, refere que este projecto “demonstra a falta de rumo desta câmara nas áreas do empreendedorismo e da captação de investimento. Temos na Covilhã o «Parkurbis», a «Ubimedical», todo o espaço em frente ao «Data Center» que está destinado deste há cinco anos para ser um campus de desenvolvimento de empresas e a câmara anda a anunciar centros de empreendedorismo, como é este caso, onde eu pergunto quais são custos por metro quadrado da recuperação e tenho de me valer do meu próprio conhecimento para falar num centro de empreendedorismo em quatro ou cinco poisos e que não passa dos 500 metros quadrados”. 
Já o vereador do CDS/PP considera que este projecto não passa de uma ideia de propaganda. Adolfo Mesquita Nunes sustenta que na mesma reunião em que foi aprovado o projecto foi também decido avançar com a contracção de um empréstimo para assegurar a componente nacional da obra. Uma situação que comporta o mesmo risco do que sucedeu na requalificação da escola sede do agrupamento Frei Heitor Pinto “a região já tem vários centros de incubação de empresas e as verbas a disponibilizar seriam muito mais úteis na captação de mais investimento do que em imobiliário. Aquilo que as empresas que estão em incubadoras precisam é de financiamento para crescer. Não é de mais edifícios. Nós consideramos que esta obra é pura propaganda porque na mesma reunião de câmara em que se aprova a abertura do concurso para as obras também foi aprovada a candidatura para a contrapartida nacional para a financiar. E se a contrapartida for chumbada como aconteceu na escola Frei Heitor Pinto? Ficamos sem dinheiro para fazer as obras”.   
Críticas que o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza. Vítor Pereira sublinha que esta candidatura já foi aprovada ao abrigo do plano estratégico de desenvolvimento urbano e mesmo que o empréstimo não seja contratado, o financiamento está assegurado pelo orçamento do município. Quanto à escolha do local, o autarca refere que está ligado com a sua proximidade à UBI “o «Parkurbis é um centro que está fora da malha urbana da cidade. E o que se devia ter pensado na altura é que a câmara não tenha procedido da mesma forma que procedeu a UBI ao recuperar antigos edifícios fabris com uma matriz histórica importante para instalar o parque de ciência e tecnologia e se calhar hoje não estaria ao abandono como ainda está em muitos casos. Este edifício vai ser uma espécie de pré-incubadora, na proximidade da UBI, e vai permitir aos nossos jovens estudantes terem ali um espaço para dar azo à sua criatividade e inovação”.  
Vítor Pereira refere que este centro vai ser dividido em três áreas diferentes; um espaço de cowork com 40 lugares disponíveis, uma zona de experimentação e ainda um espaço de incubação privada que pode acolher até seis empresas que empreguem até um máximo de cinco pessoas.

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