RCB/TuneIn
Sábado, 22 Set 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“MEDIDA É AINDA MAIS GRAVOSA NO INTERIOR”
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes acusa o governo e o ministério da saúde de irresponsabilidade em avançaram com a implementação do horário semanal de 35 horas de trabalho para médicos e enfermeiros sem precaveram os efeitos que a situação iria causar no funcionamento dos hospitais da região.
Por Nuno Miguel em 07 de Jul de 2018
Em conferência de imprensa, acompanhado pelos presidentes das distritais do CDS/PP da Guarda e de Castelo Branco, o vice presidente da direcção do partido refere que aquilo que está em causa não é a implementação das 35 horas mas sim a falta de responsabilidade em avaliar os impactos da medida “a irresponsabilidade do governo das esquerdas ditou que temos hoje 35 horas na saúde mas não temos camas, nem médicos, nem enfermeiros e temos unidades a fechar. Isto é particularmente grave no interior do país. Na Guarda já fecharam camas, no centro hospitalar da Cova da Beira estão serviços em colapso, a lista de oftalmologia já passa dos dois anos e em Castelo Branco só na quinta-feira abriram bolsas de recrutamento pelo que vamos ficar meses à espera que sejam contratados enfermeiros para colmatar as falhas das 35 horas”.   
No caso da unidade local de saúde da Guarda, a implementação das 35 horas já levou ao encerramento do serviço de cardiologia e à redução do número de camas em algumas especialidades. No caso do centro hospitalar da Cova da Beira, Adolfo Mesquita Nunes afirma que há vários serviços que estão em colapso devido à falta de recursos humanos que já era sentida e que agora se agrava “existem queixas permanentes por parte dos profissionais de saúde sobre a falta de recursos do próprio hospital, que como se sabe tem vindo a ser notícia até por haver baratas nos seus corredores. A partir do momento em que o governo avançou para as 35 horas tem de garantir que isso não se repercute no serviço que é prestado às populações e no interior o que está a acontecer é exactamente o contrário do que aquilo que o governo prometeu. Não se trata de pedir a demissão do ministro mas sim de pedir camas e profissionais de saúde para colmatar uma decisão irresponsável”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados