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Domingo, 15 Jul 2018
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SOCIEDADE
SOLUÇÕES CONJUNTAS PARA O ABANDONO DAS ALDEIAS
Rádio Cova da Beira
Nunca se falou tanto dos problemas que o Interior de Portugal enfrenta. O problema tem décadas, mas ultimamente têm sido inúmeras as ideias, sugestões e propostas sobre forma ou formas de combater a desertificação e o abandono das aldeias.
Por Paulo Pinheiro em 05 de Jul de 2018

Os números não deixam margem para dúvidas quanto à perda de população nestes territórios e simultaneamente colocam a questão: o que fazer?

O combate à desertificação assinalou-se no passado dia 17 de Junho, também na última sessão solene comemorativa do dia do concelho do Fundão (9 de Junho) o tema sobre o Interior foi destacado pelo presidente da assembleia municipal, que recordou ser uma questão tão antiga como a nacionalidade portuguesa, um desafio permanente, que exige políticas integradas nacionais em parceria com as autarquias locais

Não bastam discursos é preciso o combate sério contra a interioridade, onde o Fundão tem estado na primeira linha, considerou o presidente da AMF. Vítor Martins anunciou que o órgão a que preside vai promover um debate que aponte caminhos para o futuro do interior do país.

Foram também estes elementos que levaram o secretário da junta de freguesia de Três Povos a intervir na última sessão da assembleia municipal do Fundão sobre a temática.

Para o autarca, cuja freguesia que representa perdeu nos últimos 37 anos cerca de 500 habitantes “cerca de 40% da população, um drama”, é urgente encontrar caminhos conjuntos para minimizar o abandono das aldeias do Interior

“É urgente colocar em debate o problema emergente do abandono e desertificação de aldeias e sobretudo procurar soluções conjuntas que permitam reabilitar as localidades abandonadas dando-lhes de volta a sua alma”, defendeu.

 

Para Paulo Silveira, a educação deve merecer especial atenção

“É necessário um contrato de ruralidade nesta área. As crianças nos jardins-de-infância e as IPSS terão que ser apoiadas. A criação de escolas rurais a fim de evitar o estigma dos númerus cláusus e o vai e vem de novo professor”, frisa.

Quanto à saúde, por exemplo, para fixar médicos e como acontece noutros países, o autarca destaca a necessidade de conceder bolsas aos estudantes de medicina, na condição de permanecerem pelo menos dez anos na região”, declara.

A manutenção de serviços de proximidade à população e a revisão dos circuitos de transportes “não pode ser o mesmo autocarro de há 30 ou 40 anos a sair às 07:00h para chegar às 09:00h ao Fundão” são outras propostas da junta de Três Povos.

 

Paulo Silveira finalizou a sua intervenção com uma curiosidade

“ No cruzamento da Capinha, na estrada para os Três Povos, esteve em tempos uma placa que dizia: Regadio da Cova da Beira: o futuro passa por aqui. Por qualquer razão desapareceu ou foi retirada. Faço votos para que hajam razões para a placa seja novamente colocada”, concluiu.

 


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